O juiz Sérgio Moro [VIDEO] analisou a situação criminal de José Dirceu [VIDEO], a partir dos trabalhos da força-tarefa da Operação Lava Jato, e decidiu favoravelmente em relação à abertura de uma nova ação penal contra o ex-ministro do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A ação penal se refere ao pagamento direcionado a Dirceu de supostas propinas que extrapolam a quantia de R$ 2,4 milhões, provenientes das empreiteiras Engevix e UTC.

Vale ressaltar que o ex-ministro petista, após se tornar réu nessa nova ação penal, pode ver sua vida se complicar ainda mais no âmbito das apurações da Operação Lava Jato. Porém, há ainda um novo "complicador", já que o petista teria recebido os valores oriundos de propinas das grandes empreiteiras e que estão envolvidas no mega esquema de Corrupção da Petrobras durante e após o período em que era deflagrado o esquema de corrupção denominado de "Mensalão", que se referia à compra de parlamentares da base aliada durante o mandato presidencial de Lula, com o propósito de angariar votos favoráveis às medidas de interesse do governo federal.

Nova ação penal

Além do ex-ministro José Dirceu, também se tornaram réus nessa nova ação penal os empreiteiros Gerson de Melo Almada, da Engevix, e Walmir Pinheiro Santana, da UTC. O irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também volta ao banco dos réus. Vale, no entanto, salientar que o juiz Sérgio Moro ponderou que todos os réus já haviam sido condenados na Operação Lava Jato e que a ação havia sido suspensa por um ano. Porém, o magistrado deixa claro que "o que se torna necessário é a efetivação das condenações já exaradas e não em relação à novas condenações", segundo o despacho do juiz federal.

Vale lembrar que o ex-ministro José Dirceu já havia sido preso no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, em decorrência da análise de processo que remonta à sentença proferida com pena aplicada de mais de onze anos e três meses de detenção, além de outra pena que se refere a mais de vinte anos e dez meses de prisão.

A última sentença penal foi, inclusive, aumentada para trinta anos e nove meses de cadeia, segundo julgamento realizado no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. A "Corte de Apelação" é o Tribunal de segunda instância, responsável por revisar as sentenças proferidas pelo juiz federal paranaense Sérgio Moro como aconteceu no caso de Lula.