O ex-ministro do governo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] e Dilma Rousseff pediu uma nova oportunidade para dar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro e depois acionou o Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-4) para falar no âmbito da Operação Lava Jato. Conforme informações dos seus advogados, Palocci quer cooperar com a Justiça e ajudar a se chegar à conclusão de fatos criminosos que envolveram o PT.

Os advogados do ex-ministro entendem que essa cooperação do seu cliente pode ser extremamente relevante e eliminar qualquer dúvida sobre as denúncias que envolvem o ex-ministro.

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Palocci vive uma situação complicada depois que Lula foi condenado pelo TRF-4. Ele acabou não conseguindo um acordo de colaboração com a Justiça e sua pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão não teve como ser amenizada.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) não aceitou as provas do ex-ministro e aguarda que ele traga informações mais preciosas para que o acordo seja firmado. Investigadores da Lava Jato viram que a delação de Palocci está num rumo dificílimo de acontecer. Porém, a defesa dele tem relutado e tentado de todas as formas esse acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF), inclusive, isso foi comunicado no TRF-4 [VIDEO] pelos seus advogados.

Palocci está envolvido num grande esquema de Corrupção que envolve contratos milionários entre a construtora Odebrecht e a Petrobras. De acordo com as informações, o dinheiro teria sido repassado ao marqueteiro João Santana.

A defesa de Palocci acionou o TRF-4 por saber que, em breve, a sentença do ex-ministro proferida pelo juiz federal Sérgio Moro será analisada pelos desembargadores.

Preso

O ex-ministro está preso desde setembro de 2016 e já foi expulso pelo PT ao decidir entregar tudo que sabe. Após a sua condenação, Lula chegou a ironizar o seu amigo dizendo que estava com pena dele.

A sentença que os desembargadores do TRF-4 irão julgar sobre o ex-ministro envolve mais 13 condenados. Entre eles, destacamos Marcelo Odebrecht e o casal João Santana e Mônica Moura.

Segundo a defesa do ex-ministro, independente dele conseguir acordo para delação, o seu cliente quer explicar tudo o que aconteceu e abrir oportunidade para a resolução de seus débitos com a Justiça.

Tópicos apontados

Antonio Palocci mostrou alguns pontos que pretende levar para o seu novo interrogatório: formação e financiamento da Sete Brasil, onde ele conseguir movimentar um esquema de propina com a Petrobras, indicação de origem e destino de propinas e vantagens por ele solicitadas, além de outros pontos que serão colocados em questão.