Um dos principais ministros de Estado durante o período que compreendeu duas administrações petistas no país, do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff, Antônio Palocci Filho se expressou de modo extremamente insatisfeito em relação à descoberta que veio à tona a respeito de um correligionário do petista. Trata-se do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, sucessor do próprio Palocci na área econômica durante as gestões do Partido dos Trabalhadores [VIDEO] à frente do país.

O fato é que a imagem do ex-ministro Guido Mantega não anda nada boa em Curitiba, sede da Operação Lava Jato [VIDEO] no Paraná.

A força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história do Brasil e uma das maiores já realizadas em todo o mundo é conduzida pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.

As ações em primeira instância no Paraná são julgadas pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Curitiba, capital do estado. Os trabalhos da operação foram responsáveis pela elucidação de crimes de colarinho branco, que culminaram na sangria dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Um dos claros exemplos do combate à corrupção no país, a partir da força-tarefa de investigação da Lava Jato, trata-se da condenação em primeira e segunda instâncias do ex-presidente Lula, em se tratando de práticas criminosas que acarretaram a obtenção, por meio de recursos ilegais, em relação a um imóvel de luxo tríplex, localizado na cidade de Guarujá, na região litorânea do estado de São Paulo.

O ex-mandatário petista foi condenado por Moro por crimes de corrupção passiva e também em relação a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

A sentença foi confirmação em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do sul, com pena estipulada em 12 anos e um mês de prisão, com aplicação imediata em regime fechado, após esgotados todos os recursos.

Revelação durante trajetória política

Recentemente, o ex-ministro Palocci descobriu que um dos principais fatores que resultaram em sua demissão do cargo de ministro de Estado durante o governo de Dilma Rousseff se deve a divulgação, por meio de uma permissão concedida por Guido Mantega à imprensa, em se tratando do vazamento proposital de uma lista de clientes de consultoria ligados ao ex-ministro Antônio Palocci.

A disponibilização dessa lista de clientes do ex-ministro da Fazenda acabou acarretando um enorme mal-estar no governo Dilma, culminando na demissão de Palocci. Entretanto, as dores de cabeça são muitas para o ex-ministro.

Seus advogados de defesa requisitaram ao Supremo Tribunal Federal a análise de um pedido de habeas corpus, para que seja julgado pelo plenário da Suprema Corte, de modo que ele possa conseguir a liberdade. Ainda não há prazo para análise do mérito da questão no Supremo.