A Polícia Federal [VIDEO] implementou nesta segunda-feira (26), uma nova operação de combate à Corrupção, denominada de "Operação Cartão Vermelho", com o propósito de apurar irregularidades feitas em contratos e através de distribuição de propinas, num dos períodos mais celebrados no mundo esportivo e em especial no Brasil, durante a Copa do Mundo de 2014 no país. As investigações atingiram em cheio o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, do PT. O petista já foi, inclusive, ministro da Casa Civil, durante o governo da ex-presidente da República, Dilma Rousseff.

Vale ressaltar que o ex-governador baiano Jacques Wagner, recentemente, passou a ser uma das grandes apostas nos corredores do Partido dos Trabalhadores (PT), como um possível "plano B do PT", em relação à pré-candidatura para o Palácio do Planalto neste ano, se confirmada a condenação do ex-presidente [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva, cuja prisão poderá, inclusive, ser decretada após esgotados os recursos judiciais no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que é o Tribunal de segunda instância ou Corte de Apelação.

Na operação realizada nesta segunda, a Polícia Federal pôde deflagrar investigações a respeito de desvios de recursos públicos destinados para a construção do estádio Fonte Nova, em Salvador, como uma das sedes da Copa do Mundo no Brasil. De acordo com as investigações, o ex-governador Jacques Wagner teria recebido aproximadamente R$ 82 milhões, através de caixa-dois. A corrupção teria ocorrido por meio de superfaturamento de obras destinadas ao estádio baiano como, por exemplo, em relação a serviços de demolição, reconstrução e, ainda, de gestão administrativa do empreendimento.

'Presentes' para os amigos

Segundo depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht, o ex-governador baiano costuma pedir à empreiteira, compras de presentes para que o mesmo pudesse dar a amigos e pessoas próximas.

Dentre essas compras, os itens mais desejados pelo ex-governador petista eram relógios de luxo. De acordo com informações repassadas durante coletiva de imprensa, pela delegada da Polícia Federal Luciana Matutino, que é responsável pela condução das investigações da Operação Cartão Vermelho, é sabido que Jacques Wagner tinha muito interesse em relógios.

Durante a realização do mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-ministro Jacques Wagner, a Polícia Federal encontrou 15 relógios luxuosos, localizados no Corredor Vitória, que é uma área nobre de Salvador, capital baiana. A Polícia Federal investiga se as peças apreendidas fora presenteadas por empreiteiras que tiveram contratos firmados com o governo da Bahia, além da realização de perícia técnica para apurar os valores dos relógios. O ex-governador Jacques Wagner chegou a se defender, ao afirmar que não teria se utilizado de presentes dados por empresários, ao dizer que havia guardado, mas nunca usado, já que o mesmo usaria outro tipo de relógio.