O escrevente João Nicola Rizzi esteve diante do juiz federal Sérgio Moro para dar um depoimento sobre o processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula é acusado de receber propina para a reforma de um sítio. Com declarações pesadas, o escrevente acabou confessando detalhes imprescindíveis que podem complicar o ex-presidente.

Rizzi afirmou ter elaborado minutas de venda dos imóveis que compõem o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, interior de São Paulo para que houvesse a transferência para o nome de Lula e sua esposa Marisa Letícia.

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Conforme seus dizeres, num primeiro momento, o escrevente lavrou as escrituras das propriedades em nome de Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas, Jacob Bittar e de Jonas Suassuna no escritório do advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira. Ele ressaltou que tudo foi feito a pedido de Teixeira.

Um ponto observado pelo escrevente, é que o compadre do petista também pediu para que deixasse nas minutas o campo dos nomes dos compradores em branco.

Segundo Rizzi, estava claro que o sítio era para Lula e sua esposa. Não havia nenhuma dúvida sobre isso.

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Depoimento

Rizzi concedeu seu depoimento na manhã desta quarta-feira (21). De acordo com o escrevente, mesmo elaborando a minuta, os documentos nunca foram assinados e nem formalizados.

Para o Ministério Público Federal (MPF), Lula tentou disfarçar e esconder a propriedade do imóvel, que consta no papel em nome de Fernando Bittar.

Outro ponto da denúncia do MPF, acusa o petista de ter recebido propina no valor de R$ 1 milhão para a reforma da propriedade. O dinheiro era oriundo de contratos fraudulentos entre as construtoras Odebrecht e OAS com a Petrobras.

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Sergio Moro Lula

Orientação

Procuradores afirmam que as reformas foram realizadas em três etapas. Primeiro envolveu o pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Bumlai, depois ficou com a Odebrecht e por fim, com a OAS.

O pecuarista se utilizou de uma de suas empresas para realizar a reforma inicial. Em 2004, os procuradores ressaltaram que Bumlai havia sido intermediador de uma quantia de R$ 54 milhões em operações de empréstimos com Banco Schahin. Todo esse dinheiro serviu para pagar despesas do Partido dos Trabalhadores.

Em contrapartida, o Grupo Schahin foi beneficiado com um contrato milionário com a estatal petrolífera para a operação de navio-sonda Vitória 10.000.

Conforme a denúncia, Lula se aproveitou dos ganhos de Bumlai para fazer a reforma no sítio.

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