A semana foi marcada por muita discussão e protestos sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro [VIDEO]. Votada e aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, respectivamente, nos dias 19 e 20, o tema dominou o noticiário político do Brasil e trouxe à tona mais uma dúvida: 'Michel Temer tentará se eleger esse ano?'. O emedebista não confirma nem nega, enquanto o Planalto já deixa vazar algumas chances. Para alguns presidenciáveis, Temer tem a intenção, e a cartada final para melhorar a pífia aprovação foi apostar na segurança pública.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, na última quarta-feira (21), Lula [VIDEO] afirmou que Temer tem pretensões eleitorais com esse decreto.

O mesmo foi dito por Ciro Gomes e Manuela D'Ávila, ao comentarem a decisão tomada pelo emedebista na última sexta-feira (16). Antes mesmo dessa intervenção, já se especulava uma vontade pessoal de Temer de participar do pleito presidencial.

Em resposta a fala de Lula, como apurou a TV Globo, um porta-voz de Temer convocou um pronunciamento na tarde seguinte a entrevista do ex-presidente para negar que a intervenção seja uma ação eleitoreira.

Segundo informações de Gerson Camarotti, mesmo com as negativas do Planalto sobre uma possível candidatura, já estudam um cenário em que Temer será candidato. O objetivo é ter um nome capaz de defender o governo, pois sabe-se que a gestão do emedebista será o saco de pancadas esse ano. Como Geraldo Alckmin está cada vez mais afastado do governo, Rodrigo Maia também não quer associar sua imagem a Temer, ambos com intenções eleitoreiras, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem suas dificuldades, a possibilidade final seria o próprio Temer, mesmo sabendo que suas chances de vitória são ínfimas pela rejeição recorde que tem.

Alckmin

O governador de São Paulo está a todo vapor negociando e definido estratégias para a corrida eleitoral desse ano. Na última quarta-feira, Alckmin esteve em Brasília conversando com senadores e membros do PSDB para discutir palanques estaduais. Além de governador, Alckmin também é o presidente nacional dos tucanos, e terá toda a máquina do partido a seu favor.

Nas reuniões feitas pelo pré-candidato tucano, foram discutidos nomes que devem disputar os pleitos para o Senado e governo em seus respectivos estados. Além, é claro, do tipo de palanque que Geraldo Alckmin terá em sua disputa presidencial.

Lula

Já o ex-presidente Lula esteve em Belo Horizonte nesta quarta-feira. O petista discursou para seus correligionários e criticou mais uma vez sua condenação em primeira e segunda instância. Lula afirmou que não respeita a decisão, pois não foi "baseada nos autos do processo". Segundo disse, sua condenação foi política e mentirosa. E completou o discurso dizendo que: "Por isso, quero dizer: estou candidato".

Nos últimos dias, o ex-presidente andou um pouco afastado dos discursos e eventos preparando sua defesa, como o prazo foi a última terça-feira (20), no dia seguinte, ele pôde voltar a ativa.

Rodrigo Maia

O presidente da Câmara é outro que tem suas pretensões presidenciais, mas ainda nega qualquer confirmação. Caso o DEM lance candidato próprio, o nome de Rodrigo Maia é o primeiro da lista. Pensando nisso, o deputado carioca anda fazendo críticas pesadas contra o governo Temer. A última delas foi na quarta-feira, quando afirmou que Temer queria aumentar impostos para custear a segurança pública.

Maia afirmou que na Câmara não passará nenhum aumento de imposto. E ironizou dizendo que, caso quisessem aumentar a receita, pensassem em cortar despesas, como diminuir o número de ministérios. A fala foi de encontro a criação do Ministério da Segurança Pública, determinada por Temer na última sexta-feira.