O presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4) [VIDEO], desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, se manifestou a respeito do processo que envolve o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que o ex-mandatário petista foi condenado a mais de doze anos e um mês de prisão, em relação a processo que envolve a aquisição de um imóvel luxuoso localizado em região praiana do litoral sul paulista. O ex-presidente Lula foi sentenciado em primeiro grau, cuja decisão foi tomada pelo juiz Sérgio Moro, a partir da sede da Operação Lava Jato em Curitiba, no estado do Paraná, sob a jurisprudência da décima terceira Vara Criminal Federal.

Com a confirmação da condenação proferida a Lula, inclusive com acréscimo da pena estabelecida pelos votos unânimes de três desembargadores federais da Corte de Apelação ou Tribunal de segunda instância, o único recurso pendente para o ex-presidente petista, se refere aos denominados "embargos de declaração". Após esgotado esse último recurso, se a defesa lulista não conseguir reverter a situação criminal de Lula, o petista poderá ter sua prisão decretada em regime prisional fechado, de acordo com a determinação do TRF4, sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

Presidente do Tribunal da 2.ª instância faz análise minuciosa de caso

O presidente do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, ou Tribunal de segunda instância, conforme é denominado o TRF4, desembargador Thompson Flores fez uma análise assertiva em relação ao papel desempenhado pelo Tribunal em questão, em se tratando do julgamento de casos relacionados à Operação Lava Jato, como por exemplo, o processo que culminou na condenação do ex-presidente Lula, por crimes de "colarinho branco", em se tratando de práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito das investigações referentes à sangria dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Nesta sexta-feira (23), o magistrado gaúcho afirmou na capital paulista, que o último recurso pendente ao caso que envolve o ex-presidente Lula, deverá ser julgado rapidamente pela Corte de Apelação. O magistrado fez, porém, uma ressalva, ao considerar que recursos judiciais após julgamento no TRF4, não seriam fáceis, já que as instâncias superiores não fazem análise de provas e evidências. Thompson Flores foi contundente, ao afirmar que "não seriam recursos fáceis, já que nem Superior Tribunal de Justiça (STJ), nem Supremo Tribunal Federal (STF), examinam provas".

Thompson Flores fez ainda uma defesa enfática, durante realização de uma palestra em São Paulo, ao considerar que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve manter o entendimento de possibilidade de decretação de prisão a condenados, após esgotados os recursos apresentados no Tribunal de segunda instância, Se essa situação vier a se confirmar, o ex-presidente Lula poderá sua prisão decretada.