O Partido da Social Democracia Brasileira (#PSDB) decidiu em executiva nacional realizada nesta quarta-feira, dia 7, que irá orientar os deputados de suas fileiras a votarem a favor da aprovação da reforma da Previdência [VIDEO]. O partido compõe a quarta maior bancada da Câmara, com 46 deputados, atrás apenas de Bloco PP / AVANTE, com 52; PT, com 57; e PMDB, com 59. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

Apesar da decisão de apoiar a reforma e se alinhar junto ao governo do presidente Michel #Temer (PMDB), o presidente do PSDB e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que os deputados que forem contra a orientação não sofrerão nenhum tipo de sanção partidária.

A decisão de Alckmin de não penalizar os deputados que optarem por votar contra a #Reforma da Previdência desagradou parte dos tucanos favoráveis a medida, como o governador de Goiás, Marconi Perillo, que defendia que o tucanato tomasse medidas mais enérgicas para garantir que sua bancada aprove a reforma.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina a reforma da Previdência Social está prevista para ser votada no dia 20 de fevereiro [VIDEO], segundo confirmado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Por aprovação, Temer pode aceitar mudanças no texto da reforma

Ciente da necessidade de conseguir a aprovação daquela que é a principal bandeira de seu governo, o presidente Michel Temer admitiu que pode aceitar mudanças no texto da proposta para que a reforma seja aprovada na Câmara.

Em entrevista ao Jornal da Band, Temer disse que pode aceitar uma regra de transição para servidores públicos que ingressaram até o ano de 2003. O presidente também admite rever o limite de dois salários mínimos na questão que trata do teto da Previdência Social.

Na entrevista, Temer afirmou que a reforma pode trazer uma economia de R$ 600 bilhões aos cofres públicos em um período de 10 anos, mas reconheceu que a previsão é otimista, e que a economia na década posterior à reforma pode ser de cerca de R$ 480 bilhões.

Nas últimas semanas, Temer tem trabalhado arduamente para conseguir os votos e o convencimento da população sobre a reforma. Para atingir o objetivo, Temer tem concedido entrevistas e participado de diversos programas de televisão.

Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun, o governo ainda precisa angariar mais 40 votos para atingir os 308 necessários para aprovar a reforma. Segundo ele, existem cerca de 70 indecisos, e Temer e a base aliada tem trabalhado para alcançar a meta o mais rápido possível e garantir uma votação mais tranquila.

Pesa contra o governo parte da opinião pública, que pode afetar a decisão dos deputados, especialmente em ano de eleição.

Enquanto Temer trabalha no campo midiático, aliados do governo operam a todo vapor nos bastidores para conseguir os votos restantes. Em declarações recentes, tanto Temer quanto Rodrigo Maia admitiram que, caso a reforma não seja aprovada na votação deste mês, ela dificilmente voltará a ser abordada por este governo, deixando a questão para o próximo governo, que será conhecido após as eleições de outubro.

Em outra recente entrevista concedida à Rede TV, Temer disse querer que sua gestão seja lembrada como “histórica”, e que ele seja visto como um presidente que “pôs o país nos trilhos”. O presidente voltou a afirmar que não pretende concorrer à reeleição, e que sua esposa, a primeira-dama Marcela Temer, também não deseja vê-lo na corrida eleitoral. Temer também rebateu questões sobre sua impopularidade e alta rejeição, afirmando que algumas pessoas simplesmente "não vão com a sua cara".