O Partido dos Trabalhadores (PT) é o caminho por onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer voltar a comandar o poder Executivo máximo do País. Para isso, não pode ir para a prisão, pois um candidato ficha suja não pode concorrer a um cargo eletivo, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Há uma grande dúvida com relação a atitude do PT caso Lula não possa participar da eleição presidencial de 2018. O ex-presidente é o principal candidato petista.

Lula já foi condenado pelo caso do tríplex em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro, e também em segunda instância, pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4° Região).

Ameaça

O partido esquerdista sempre foi muito ativo na política com um ideal revolucionário. Por conta disso, muitas ideias acabaram conquistando a população de origem mais humilde. Após diversos escândalos de corrupção, o PT perdeu muita força no cenário político nacional.

A grande estratégia para que o PT volte a dominar a política é utilizar o ex-presidente Lula, que mesmo condenado ainda traz um sentimento de nostalgia muito grande à alguns brasileiros que tiveram uma ascensão social na vida durante seu governo.

Lula pode ser preso, em breve, e o Partido dos Trabalhadores já está se preparando para caso isso aconteça. Em nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores, foi dito que, caso Lula não possa concorrer no pleito presidencial, o PT não reconhecerá o resultado das eleições, por consequência, o futuro presidente.

Gleisi Hoffmann manda recado

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmamn, é quem fez essa afirmação. Também complementou dizendo que, caso o ex-presidente Lula não participe das eleições, a mesma seria totalmente ilegítima. Assim como o partido também considera ilegal o impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff, em meio ao seu segundo mandato, em 2016.

Portanto, o partido está tentando agir para que os seus apoiadores mostrem a grande insatisfação nas ruas sobre a condenação no processo do ex-presidente Lula [VIDEO].

Lula ainda deseja ser candidato nas eleições de 2018, acreditando veementemente que será inocentado do caso do tríplex.

Mas, para isso, tem que apresentar mais provas de que não é dono do apartamento tríplex no Guarujá, pelo qual é acusado de ter recebido como forma de propina da empreiteira Odebrecht, por ter supostamente favorecido a empresa em firmamentos de contrato com a estatal Petrobras [VIDEO].