A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, foi a única da Corte a recusar encontros e reuniões com petistas que imploram para que o Supremo julgue o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana passada, o ex-governador da Bahia e um dos planos do Partido dos Trabalhadores para o lugar de Lula nas eleições, Jaques Wagner, se encontrou com o ministro Gilmar Mendes e tentou falar também com Cármen Lúcia.

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A ministra acabou acertando em não falar com ele, já que, nesta segunda (26), a PF foi até a casa do atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia.

Jaques teve seu apartamento revirado pelos agentes federais, que saíram do local com uma mochila e um malote. Toda essa ação da PF faz parte da Operação Cartão Vermelho, que está investigando fraudes na reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova. De acordo com os investigadores, há indícios de superfaturamento de R$ 450 milhões e o dinheiro era desviado para financiar campanhas eleitorais.

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Jaques Wagner deve muita explicações à PF e o interessante de tudo isso é que o petista, até a semana passada, estava desesperado para tentar ajudar Lula a conseguir o seu habeas corpus. A única da Corte que não caiu no jogo dele, foi Cármen Lúcia. Ministros que a pressionavam estão em silêncio, por enquanto.

Numa atitude forte, ela recusou receber o petista e seus amigos, agindo diferente do ministro Gilmar Mendes que abriu as portas do seu gabinete para o desabafo de Jaques. Para a ministra, o STF não deve ouvir investigados, ainda mais por casos específicos ligados à política.

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Problemas para Fachin

Ao não aceitar falar com Jaques Wagner, a ministra também decidiu que não vai colocar na pauta da Corte o caso do habeas corpus de Lula. Ela deixou claro que o ministro Edson Fachin cometeu erro ao enviar para o Plenário um caso específico como esse.

A ministra acabou sendo pressionada pelos seus colegas e foi motivo de várias críticas, mas se manteve firme na opinião. Ela devolveu o caso para Fachin e disse que ele vai "descascar esse abacaxi" sozinho.

Invasão petista

Num momento de grande desespero, petistas decidiram conversar com ministros do Supremo, principalmente o relator da Lava Jato, Edson Fachin. O assunto é mesmo: o caso de Lula.

Primeiro, foi o ex-ministro Gilberto Carvalho, depois Luiz Marinho, um dos petistas mais próximos de Lula e por último Jaques Wagner.

Uma coisa eles não esperavam: uma ministra de opinião que não aceita julgar o habeas corpus do ex-presidente.

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