O processo que envolve o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva relativo aos recibos de aluguel, em se tratando do apartamento vizinho à residência do petista, na cidade de São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo, pode alcançar, de acordo com as investigações e análise minuciosa do juiz Sérgio Moro, novos desdobramentos. Vale ressaltar que Moro é o magistrado natural do caso que se refere a oito contratos suspeitos de serem fraudulentos firmados entre a Petrobras, a maior estatal brasileira e a Construtora Odebrecht, que é a maior empreiteira do país.

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As investigações a cargo do juiz Sérgio Moro e da força-tarefa da Operação Lava Jato fazem parte do rol de apurações que envolvem o mega esquema de Corrupção da Petrobras, denominado de "Petrolão". O magistrado paranaense é o titular da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, mais especificamente, em se tratando da 13ª Vara Criminal.

A Operação Lava Jato é considerada a maior anticorrupção do Brasil, que apura crimes de colarinho branco, em toda a história contemporânea do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o planeta.

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Lava Jato Lula

Juiz Sérgio Moro se manifesta em relação às provas apresentadas

Nesta quarta-feira (7), o juiz Sérgio Moro se expressou a respeito de recibos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula em se tratando de supostos pagamentos de alugueis, em que o petista é acusado de práticas criminosas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ao se analisar a concretização de oito contratos firmados entre a Petrobras e a empreiteira Odebrecht. Segundo a conclusão do juiz federal, os recibos apresentados pelos advogados de defesa de Lula, não seriam "materialmente falsos".

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Entretanto, o juiz paranaense foi contundente, ao afirmar que avalia a ocorrência da prática de um outro crime, o crime que se refere à falsidade ideológica durante a apresentação dos respectivos documentos trazidos pela defesa do ex-mandatário petista, conforme se desenhou a acusação feita pelo Ministério Público Federal, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

De acordo com a decisão do magistrado, ele julga improcedente o incidente relativo à falsidade, já que os recibos não seriam materialmente falsos.

Porém, quanto à afirmada falsidade ideológica, a questão deverá ser resolvida na sentença da ação penal.

O juiz Sérgio Moro foi ainda mais longe, ao considerar que a questão que se insere sobre a suposta prática de falsidade ideológica dependeria de várias questões de fatos na respectiva ação penal. Já para a defesa de Lula, os recibos de aluguel provariam que houve pagamento pela locação do imóvel vizinho à residência do ex-mandatário petista, em São Bernardo do Campo.

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O Ministério Público Federal diverge da defesa, ao concluir que Lula seria o real proprietário do apartamento vizinho, angariado através de vantagens indevidas no mega esquema de corrupção da Petrobras. Caberá uma decisão final, através de sentença, a ser proclamada pelo juiz Sérgio Moro.

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