Pressionado após as recentes polêmicas que envolveram algumas de suas declarações, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, deve ser mantido no cargo mesmo com a transferência da PF do Ministério da Justiça para o recém-criado Ministério da Segurança Pública [VIDEO]. Nesta segunda-feira, dia 26, a Justiça também negou a ação apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pedia o afastamento de Segovia do cargo.

Na visão do presidente Michel Temer [VIDEO] (MDB), Segovia pode ser beneficiado com a nova posição, já que teria uma relação melhor com o ministro da nova pasta, Raul Jungmann, do que a que tinha com o chefe do ministério da Justiça, Torquato Jardim.

As informações são do portal G1.

A situação de Segovia no cargo ficou instável após declarações dadas em uma entrevista, onde afirmou que não encontrou indícios de ações criminosas no inquérito que investigava o presidente Temer. Na mesma entrevista, Segovia também afirmou que a PF poderia pedir o arquivamento das investigações contra o presidente.

As falas do diretor-geral da PF pegaram mal no departamento, gerando manifestações contrárias de membros do órgão. A entrevista também repercutiu junto à opinião pública, criando mais uma série de ataques ao já combalido Governo de Temer.

Com a criação do novo ministério, Temer espera que a polêmica gerada ao redor da manutenção de Segovia seja enterrada. O presidente tem apostado suas fichas no eventual sucesso da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e em outras medidas a favor da segurança por todo o país.

As ações seriam também uma forma de tentar reverter a alta impopularidade que acumulou desde que chegou ao cargo, em meados de 2016, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de quem era vice.