Ainda em uma cruzada pública para tentar aprovar sua tão sonhada #Reforma da Previdência, o presidente Michel #Temer (MDB) voltou a defender fevereiro como limite para a medida.

Em entrevista aos jornalistas Mariana Godoy e Mauro Tagliaferri, da Rede TV, Temer tentou demonstrar otimismo sobre a meta do #Governo de alcançar os 308 votos necessários para a aprovação da reforma, mas demonstrou preocupação com o tempo disponível para convencer mais parlamentares até a data da votação [VIDEO], que está programa para acontecer no próximo dia 19 deste mês. A entrevista foi ao ar nesta segunda-feira, dia 5. As informações foram veiculadas pelo portal de notícias G1.

“Não podemos debater esse tema o ano todo”, disse Temer. “Se não for votada em fevereiro, fica difícil”, completou o presidente, afirmando que, mesmo que a proposta não seja aprovada pela Câmara, seu governo saíra com a sensação de ter feito “muito pelo país”.

Insistindo nos argumentos que tem utilizado desde que iniciou a campanha pela aprovação da reforma da Previdência Social, Temer disse que está pensando “no próximo governo” e que, caso a reforma não seja aplicada agora, aposentados correrão o risco de sofrerem com “corte em suas aposentadorias”.

Na conversa, Temer também admitiu a dificuldade de convencer os parlamentares a votarem a favor da impopular medida durante um ano eleitoral, mas afirmou acreditar que “a população está se convencendo” da necessidade da reforma.

Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, a base aliada já possui cerca de 268 votos, necessitando de mais 40 para alcançar a meta. Ainda segundo o ministro, existem 70 deputados indecisos que podem ser convencidos a votarem junto com o governo. Falando sobre o número, Temer demonstrou otimismo, dizendo conhecer o Congresso e afirmando que os indecisos “podem aprovar” a reforma na votação deste mês.

Ainda na entrevista, Temer também falou sobre a alta rejeição que enfrenta da população brasileira, afirmando que “tem gente que não vai com sua cara de graça”. Temer também disse que nenhum outro presidente havia recebido tanta oposição quanto ele, “no campo político e no campo moral”, frisou. “Quem não vai com a minha cara, paciência!”, disparou Temer, dizendo que aproveitou sua falta de popularidade junto ao eleitorado para “fazer o que país precisava”.

Na mesma resposta, Temer voltou a dizer que não será candidato à presidência nas eleições que acontecem em outubro deste ano, afirmando que sua esposa, a primeira-dama Marcela Temer, não quer que ele participe da corrida eleitoral.

Temer também disse que seu desejo é o de “fazer uma gestão histórica”, e que quer ser lembrado como um presidente que “pôs o país nos trilhos”.

A entrevista é parte da recente campanha empregada pelo presidente para tentar convencer a população sobre os motivos que, em sua visão, fazem a reforma da Previdência ser necessária. O presidente tem comparecido à programas de TV diversos [VIDEO], como dos apresentadores Silvio Santos e Ratinho, e concedido entrevistas à diferentes veículos e meios de comunicação, onde afirma que a reforma é uma necessidade para a continuidade da aposentadoria. O presidente também tem insistido que, caso o Brasil não realize a reforma, pode enfrentar uma crise como as encaradas por Portugal e Espanha nos últimos anos.

Temer também foi questionado sobre o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social, de outubro, que afirmou que o que existe no órgão não é déficit, mas sim uma gestão ineficaz. Temer disse que a CPI é “equivocada”, desafiando quem discorda de comparecer ao setor da Previdência no Ministério da Fazenda para “verificar os dados”. Segundo os dados de Temer, o rombo da Previdência é de R$ 268 bilhões e pode chegar a R$ 320 bilhões até 2019.