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No mês de novembro do ano de 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) foi preso pela PF (Polícia Federal) na Operação Calicute, acusado de liderar uma quadrilha que desviava dinheiro dos cofres públicos, segundo dados da MPF (Ministério Público Federal). Ele e mais seis homens.

Nesta operação, ele ainda era apenas suspeito, mas, conforme as investigações andavam, o então governador do estado do Rio de Janeiro na época passou de suspeito a réu [VIDEO]. No entanto, foram abertos ainda mais processos contra Sérgio Cabral, que atualmente somam cinco condenações e 16 processos em andamento, que totalizam 100 anos de prisão e 8 meses.

Os processos que determinam a conta de Cabral para com a Justiça foram decorridos em dois estados, Rio de Janeiro, com o juiz Marcelo Bretas, e o outro no Paraná, com o conhecido juiz Sérgio Moro, um dos volantes da famosa Operação lava jato, que foi o estopim para o desbaratar esquemas de corrupção por todo o país.

A decisão do juiz Bretas para Sérgio Cabral

Em sua decisão por escrito, até mesmo o juiz Marcelo Bretas disse ter ficado impressionado com a quantidade de dinheiro envolvida no esquema em que, segundo a operação da MPF, o ex-governador do Rio de Janeiro fora preso, ao ponto que chamou da mesma de magnitude ao se referir ao dinheiro movimentado.

O juiz também citou o caso dos autos onde foram lavados mais de R$ 4 milhões em cinco operações de compra de joias, citando também o fator corrupção como antecedente.

Tal fato interpela a um juízo mais severo, segundo Bretas.

Não é à toa o esquema tomou uma magnitude. O esquema, segundo a MPF, tinha quatro operadores financeiros na base, dois operadores administrativos, mais Cabral como chefe, este como operador político.

Os condenados na sexta-feira de horrores

Segundo a decisão judicial desta sexta-feira (2), foram condenados os seguintes réus:

  • Sérgio Cabral;
  • Adriana Ancelmo (mulher de Sérgio Cabral);
  • Carlos Miranda (operador);
  • Luiz Carlos Bezerra ("homem de mala").

Cabral foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão, enquanto que sua mulher, 10 anos e 8 meses. O operador Carlos Miranda pegou 8 anos e 10 meses, e Carlos Bezerra, "homem-mala" de Cabral, 4 anos de prisão.

Segundo Bretas, a mulher de Sérgio Cabral foi a que mais se beneficiou do esquema, que recebeu a quantidade de R$ 4,5 milhões apenas em joias. Quanto ao ex-governador Cabral, as condenações que somam 100 anos são resultado da condenação de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, organização criminosa e pertencimento a elas, nas seguintes operações:

  • Operação Eficiência 2;
  • Operação Mascate;
  • Operação Calicute;
  • Operação Lava Jato.