Um dos desembargadores federais que é membro integrante do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, João Pedro Gebran Neto, foi contundente em relação à resposta apresentada, conforme solicitação feita pela defesa do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que o ex-mandatário petista foi condenado a mais de doze anos e um mês de prisão em regime fechado, após ter sido julgado pelos crimes relacionados a "colarinho branco", em se tratando da obtenção ilegal de um apartamento de luxo do tipo Tríplex, localizado em uma das áreas mais nobres da cidade de Guarujá, litoral sul do estado de São Paulo.

O ex-presidente Lula foi condenado pelo cometimento de crimes de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nesse caso específico. A confirmação da condenação do ex-presidente da República foi unânime, através dos votos de três desembargadores federais; João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus. Os magistrados confirmaram a sentença de condenação proferida pelo juiz Sérgio Moro em primeiro grau, no âmbito das investigações da força-tarefa da maior operação de combate a crimes de corrupção em toda a história contemporânea do país; a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

Gesto de 'desespero' e resposta contundente

Após a condenação unânime por parte do colegiado de desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF$), os advogados de defesa do ex-presidente Lula solicitaram juntamente ao desembargador federal e revisor dos processos relacionados à Operação Lava Jato no Tribunal de segunda instância, João Pedro Gebran Neto, para que acolhesse uma solicitação de aviso à defesa por parte do TRF4, em se tratando de um pedido para que os advogados do ex-mandatário petista ficassem cientes da data de julgamento de Lula, em se tratando do último recurso judicial pendente para análise na Corte de Apelação, que são os chamados "embargos de declaração".

De acordo com o pedido formulado pela defesa do ex-presidente Lula, a mesma deveria ser avisada com aproximadamente cinco dias de antecedência, em relação à data especificada para o julgamento do recurso judicial em questão. Entretanto, a resposta do desembargador João Pedro Gebran Neto foi contundente em rejeitar a solicitação da defesa para este prazo de cinco dias. O revisor da Lava Jato no Tribunal de segunda instância concordou apenas que os advogados de defesa de Lula fossem avisados com um prazo de 48 horas antes da data escolhida para o julgamento. Esses dias deverão ser 48 horas de "nervos à flor da pele" para Lula e seus defensores.