Numa matéria de janeiro de 2018, o site "O Antagonista" afirmou que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, tem o apoio das Forças Armadas para que resista o quanto puder às pressões no Supremo em relação ao caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra tem sido forte e já avisou que se depender dela não estará na pauta um possível novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. Os Militares não aceitam ser comandados por um Chefe Supremo criminoso e querem que Lula pague por seus erros como um cidadão comum.

Numa reportagem da Revista IstoÉ, vieram novas informações sobre o clima nas casernas.

Militares estariam conversando secretamente com tons de indignação sobre as decisões do STF de julgar o habeas corpus de Lula. Como os oficiais temem represálias por parte do governo, o desabafo aparece naqueles militares sem vínculos oficiais com as Forças Armadas, mas a grande maioria dos quartéis apoia os seus dizeres.

Diante de todo esse cenário de grande tensão, surge uma pequena possibilidade para a ministra Cármen Lúcia [VIDEO], que pode se transformar num grande feito a favor da Justiça. A Associação Brasil NasRuas enviou uma petição à ministra pedindo o impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento de 4 de abril, onde será decidido sobre o habeas corpus de Lula.

'Advogado mor do PT'

O argumento dos advogados, que entraram com a ação, é que Toffoli sempre trabalhou em prol do PT, totalizando umas 500 causas pelo PT na Justiça Eleitoral.

O documento diz que o ministro é o "advogado mor do PT" e aponta que ele foi subordinado a Dirceu e Genoíno, nos casos do Mensalão.

A ligação de Toffoli com a cúpula do PT é antiga e os seus compromissos de gratidão com o partido aparece durante suas decisões, declara a Associação.

Presidente da Corte

Para poder transformar as inseguranças jurídicas da Corte em atos de firmeza e Justiça para todos, Cármen Lúcia pode surpreender e aceitar esse impedimento, tirando do julgamento do habeas corpus de Lula um voto importante para o petista. Porém, tudo são análises. Pensando por um outro lado, a ministra pode temer uma pressão dos seus colegas da Corte que podem acusá-la de impedir o ministro para favorecer os seus desejos dentro da Corte.

Cármen Lúcia sabe que o país está em momento de grande tensão e manifestações estão sendo preparadas para o dia 3 de abril, como uma forma de pressionar os ministros da Corte.

A propósito, os militares estão de prontidão.