A ministra e presidente da mais alta Corte do País, Cármen Lúcia [VIDEO], se reuniu, nesta quarta-feira (7), com dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, um dia depois de Lula sofrer o massacre do Superior Tribunal de Justiça (STJ), perdendo por 5 a 0 um recurso para que seja concedido o seu habeas corpus.

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Com muita determinação e sem qualquer receio, a ministra deixou claro que manterá resistência em pautar Ações Declaratórias de Constitucionalidade que é pressionada para colocar em julgamento um novo entendimento da Corte sobre o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância.

Para ela, seria natural que algum ministro levasse o debate em mesa, sem que haja inclusão na pauta da Corte.

De acordo com a ministra, esse assunto já foi debatido por duas vezes e a última votação aconteceu em outubro de 2016, ou seja, muito recente. Mudar o entendimento agora seria tentar beneficiar um certo caso específico, como o de Lula.

Derrota de Lula

Com a derrota nesta terça (6) no STJ, o PT só viu esperanças no STF para que Lula possa ter chances de não ser preso. Mas, o recado da ministra é bem duro e mostra que ela não vai voltar atrás em hipótese nenhuma. Se depender dela, o petista já está na cadeia.

Por estar sendo pressionada por vários colegas de tribunal, a presidente da Corte resolveu expôr mais uma vez o seu pensamento. Por estar, no comanda da casa, ela tem o direito de decidir o que é melhor para o País.

Pessoas ligadas à ministra afirmaram que ela não se intimida com nada e nem mesmo ouviu o seu conselheiro no STF, ministro Celso de Mello. Ele é contra esse entendimento da prisão após sentença dada em segunda instância. Para ele, os recursos deveriam se esgotar primeiro, o que poderia levar anos, já que a Justiça no Brasil caminha como tartaruga.

Moro e Dodge

O juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] defende a resistência de Cármen e afirma que qualquer mudança sobre esse assunto poderá retroceder as investigações da Operação Lava Jato.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também se manifestou no STF apoiando a execução provisória da pena determinada pela segunda instância. Em um recado aos ministros, Dodge comentou que não pode existir alteração de um entendimento precipitadamente, pois é algo muito sério.