A presidente da mais alta instância de Justiça do Poder judiciário Brasileiro, ministra Cármen Lúcia, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], se manifestou novamente a respeito de um dos temas mais espinhosos que passa a ser enfrentado pela Suprema corte brasileira. Trata-se do caso envolvendo o processo que culminou na condenação do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário petista foi condenado por meio de sentença proferida em primeiro grau, pelo juiz Sérgio Moro, a crimes relacionados às práticas de "colarinho branco", como lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A sentença do magistrado paranaense contra o ex-presidente Lula, foi confirmada no Tribunal de segunda instância ou "Corte de Apelação', e se tratando do Tribunal revisor das decisões tomadas no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

A votação unânime por parte de três desembargadores federais designados para a análise do caso, conferiu ao ex-presidente Lula, uma pena de mais de doze anos e um mês de prisão em regime fechado, após esgotado o último recurso judicial, que são os denominados "embargos de declaração".

'Batalha' no Supremo

Entretanto, com a forte possibilidade de que o ex-presidente Lula possa ter decretada a sua prisão, após julgamento do último recurso judicial no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, uma verdadeira "batalha" é travada no Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão de ministros da Suprema Corte contra a presidente Cármen Lúcia, torna-se constante, inclusive, com a possibilidade de que seja realizada uma reunião nesta terça-feira (20), para que seja discutido o caso referente ao julgamento da manutenção ou não de prisão para condenados, após esgotados os recursos em tribunais de segunda instância.

Como se sabe, alguns ministros tendem a mudar de posição, o que alteraria a jurisprudência adotada, a partir da votação apertada em 2016, que manteve a possibilidade de prisão. A ministra Cármen Lúcia resiste, de modo contundente, a qualquer possibilidade de que esse caso possa ser pautado novamente, como também, a situação de habeas corpus preventivo, a ser apresentado pela defesa do ex-presidente Lula.

Em resposta ao site "O Antagonista", a magistrada mineira foi enfática, ao afirmar que não cederia às pressões e manobras que tenderiam a livrar condenados, após julgamentos em segunda instância. Em tese, o assunto somente poderia ser votado se algum dos ministros da Corte "atropelar" a pauta estabelecida pela presidente Cármen Lúcia e levar o tema à mesa. Cármen Lúcia pretende não ceder, o que acaba complicando ainda mais a situação do ex-presidente Lula.