O mais alto chefe no comando do Exército brasileiro [VIDEO], general Eduardo Villas Bôas, se pronunciou a respeito da grave crise político-econômica que acometeu o estado do Rio de Janeiro, levando á situação de criminalidade e a uma crise sem precedentes na segurança pública estadual. O general fez uma análise minuciosa do recém-implementado processo de intervenção federal no estado fluminense, em se tratando do tocante à Segurança Pública, sob o comando do general Walter Braga Netto, nomeado interventor federal pelo presidente da República [VIDEO], Michel Temer.

Entretanto, o comandante máximo do Exército e representante das Forças Armadas, general Villas Bôas, afirmou na última sexta-feira (16), que o assassinato da vereadora do partido PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, ocorrido na noite da quarta-feira (14), reforçaria de modo contundente a necessidade da continuidade de todo o processo de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, que foi decretado há aproximadamente um mês atrás.

A fala do general das Forças Armadas e comandante máximo de uma das Forças ocorreu durante entrevista à imprensa ao participar de um evento militar na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. O general foi enfático ao considerar que o assassinato de Marielle Franco aumentaria a importância e relevância do processo de intervenção federal no Rio de Janeiro, ao ser questionado a respeito de que tipo de impacto e consequências, a morte da vereadora teria sobre a intervenção realizada no estado fluminense.

Um crime entre muitos que assolam o país

O general Eduardo Villas Bôas reafirmou o compromisso do Exército e das Forças Armadas no combate à criminalidade no Rio de Janeiro. Segundo o comandante militar, o crime que ocasionou a morte da vereadora carioca, seria mais um de tantos milhares que afetam o dia a dia da população brasileira, já que todo o trabalho seria extremamente detalhado e algo amplo, profundo e também de longo tempo, para que se possa recuperar a percepção de segurança pública de que a população brasileira tanto necessita.

Ao retratar o tema complexo da intervenção federal, o general Villas Bôas afirmou que em se tratando do primeiro mês de intervenção no Rio de Janeiro, a atuação dos militares acabou tendo pouca visibilidade até o presente momento. Entretanto, o militar foi contundente, ao considerar que os resultados começarão a surgir brevemente. O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma crise gravíssima de segurança pública. Desde meados do mês de junho de 2016, o estado vive uma situação extremamente delicada de calamidade pública e conta com a ajuda das Forças Armadas brasileiras, desde o mês de setembro do ano de 2017. Um dos reflexos da crise carioca é a falta de recursos financeiros para o pagamento de salários de servidores públicos e a escassez de recursos para a contratação de policiais militares aprovados em concurso público.