O clima do Supremo Tribunal Federal esquentou nesta quarta-feira, 23 de março de 2018. A expectativa era grande, uma vez que, conforme divulgado nos principais veículos de comunicação, como a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia resistia em incluir na pauta o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (Lula), bem como as ações que versam sobre a prisão em segunda instância, poderia ser 'levantada', pelo ministro Marco Aurélio Mello, questão de ordem para que a presidente incluísse o tema em pauta de julgamento.

Habeas Corpus do ex-presidente Lula

Ocorre que, no início da sessão, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia anunciou que o habeas corpus do ex-presidente Lula, pré-candidato à presidência da república pelo Partido dos Trabalhadores (PT), será incluído na pauta de julgamento da quinta-feira, em virtude da 'urgência'.

Foi publicamente divulgado que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgará os embargos de declaração de Lula na próxima segunda-feira, e, caso a decisão seja mantida, Lula pode ser preso. Com a decisão da presidente do STF, o ministro Marco Aurélio disse que não levantaria a questão de ordem, mas apelou para que a presidente inclua o tema em pauta.

Gilmar Mendes X Roberto Barroso

Além do anúncio sobre o julgamento do habeas corpus, na sessão o tema principal é o julgamento da constitucionalidade dos financiamentos privados de campanhas eleitorais. O voto do ministro relator foi no sentido de declarar a inconstitucionalidade de tais financiamentos, voto este que foi seguido por diversos ministros.

Ocorre que, ao proferir voto, o ministro gilmar mendes fez crítica à presidência do STF, em virtude da demora sobre a pauta da temática sobre as prisões em segunda instância, além de defender com ênfase a constitucionalidade dos financiamentos privados.

Gilmar fez um discurso demonstrando a evolução histórica da questão, bem como foi duro com ministros que defendem a inconstitucionalidade. Gilmar disse que não há na Constituição qualquer possibilidade de restrição e que trata-se de 'direito achado na rua', tentar 'burlar a Constituição'.

A ira de Barroso

Ocorre que o ministro Roberto Barroso ficou com muita raiva da fala de Gilmar Mendes, e chegou a dizer, em plenário, que Gilmar Mendes 'é do ma [VIDEO]l' e que sua fala apresenta sinais de 'psicopatia [VIDEO]'. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, precisou suspender a sessão.

Antes porém, Gilmar Mendes aconselhou a Barroso a 'fechar seu escritório de advocacia', dando a entender que Barroso faz 'jogo duplo'.