O deputado extremista Jair bolsonaro (PSC-RJ) já vem ganhando destaque na mídia por suas frases de efeito e falas polêmicas, que acabaram conquistando uma parcela da população. Por muito tempo, no campo político, o alvo preferido do patriarca da família Bolsonaro foi Lula e o PT [VIDEO]. Com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 1 mês de prisão, o deputado agora precisa de novos alvos para continuar sua saga em busca de holofotes e não ser esquecido.

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O senador Álvaro Dias, o ex-ministro Ciro Gomes e Michel Temer [VIDEO] foram os "felizardos" escolhidos por Jair.

Segundo uma publicação feita no portal online da BAND, desde a condenação em segunda instância de Lula, no dia 24 de janeiro, o objetivo da frente extremista que forma o eleitorado de Bolsonaro é barrar a crescente nos eleitores conservadores de Álvaro Dias e Ciro Gomes.

Para tal, postagens com afirmações do tipo "Ciro Gomes defende Maduro" e "Álvaro Dias é comunista". começaram a surgir.

A mesma publicação afirma que aliados de Bolsonaro creem que o deputado precisará rever seu posicionamento caso Lula não possa participar mesmo do pleito presidencial, pois até o momento esse discurso de se polarizar a Lula foi suficiente, mas precisará de mais. O fraco discurso econômico também é um ponto negativo de Bolsonaro, segundo aliados. Afirmar que seu ministro da Fazenda é que irá responder questões econômicas não é mais suficiente. O mercado precisa de algo bem menos vago e incompetente para acreditar. Os aliados também creem que se basear apenas na segurança pública também não será suficiente.

Álvaro Dias

O senador que é apontado como um dos pré-candidatos à Presidência da República recentemente deu uma entrevista ao site "O Antagonista" e comentou sobre as chances de Bolsonaro na eleição.

Segundo Dias, os eleitores do deputado estão "raciocinando com o fígado". E completou afirmando que quando enfim começar o debate de ideias e propostas, os eleitores vão começar a fazer uma "análise madura" e que irão "votar com a inteligência e não com o fígado".

Ciro Gomes

Tramita desde fevereiro na Justiça um processo de Jair Bolsonaro contra Ciro Gomes. O teor da denúncia é uma queixa crime por conta de uma entrevista dada pelo ex-ministro de Lula ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Bolsonaro acusa Ciro de ter cometido calúnia ao dizer que ele praticou crime de lavagem de dinheiro. E também injúria, por o ter chamado de "moralista de goela".

Em primeira análise, o Tribunal de Justiça de São Paulo descartou a acusação de calúnia. A queixa crime foi enviada agora ao juizado especial e será analisada apenas a acusação de injúria.

Michel Temer

Já Michel Temer vem sendo criticado de maneira mais forte ultimamente por Bolsonaro. No fim de fevereiro, o deputado afirmou que "Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não", ao comentar a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro.

O decreto assinado por Temer foi considerado como uma estratégia para tentar angariar uma porção do eleitorado de Bolsonaro, com o objetivo de uma possível candidatura do emedebista. Diversos pré-candidatos analisaram a jogada com "politiqueira", e parece que o próprio Bolsonaro está tentando proteger sua reserva de eleitores.

Receio

Segundo uma nota da coluna Radar, da Veja, os aliados mais próximos a Bolsonaro estão com receio de que o deputado tenha seus direitos cassados. Bolsonaro já foi condenado em instâncias inferiores no caso de incitação ao estrupo" em um processo movido pela deputada Maria do Rosário (PT-RS). O caso agora está no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma possível condenação pode impedir a candidatura do deputado.