Dois ônibus da caravana "Lula pelo Brasil" foram atingidos por três tiros na tarde de terça-feira (27). Ninguém se feriu.

"A nossa caravana está sendo perseguida por fascistas. Já atiraram ovos, pedras. Hoje deram até tiro no ônibus", declarou o ex-presidente em seu Twitter oficial.

Os ônibus teriam sido alvejados na rodovia que liga as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Paraná. Eles transportavam jornalistas e convidados do partido para os comícios do pré candidato pelo sul do país.

Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, afirmou ter pedido policiamento reforçado a Polícia Militar do Paraná, mas teve este negado pelos mesmos.

Ela definiu o Ataque como uma "emboscada".

A caravana de Lula pelo sul tem enfrentado episódios de violência: em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, o ex-deputado petista Paulo frateschi foi atingido por uma pedra e teve um ferimento na orelha. Ele foi hospitalizado e passa bem.

Há poucos dias, um grupo de ativistas do PT afirmou ter sido agredido por anti-petistas em uma manifestação pró-Lula no Rio Grande do Sul (RS). A Polícia Militar prometeu aumento do policiamento e a Civil prometeu investigar todos os casos.

Políticos comentam o fato

Diversos políticos têm se manifestado sobre o acontecido. "O PCdoB repudia os atos de violência cometidos contra a caravana do ex-presidente Lula pelo Sul do Brasil.", afirmou Manuela D'ávila, do PCdoB em comunicado oficial no Facebook.

"Todo solidariedade a Lula", disse Guilherme Boulos, do PSOL. "Democracia é feita por urnas, jamais por armas", concluiu Cristóvam Buarque, senador pelo PPS.

O deputado federal Jair Bolsonaro, por sua vez, culpabilizou o PT pelo acontecido: "Lula quis transformar o Brasil num galinheiro e agora colhe os ovos.", afirmou enquanto discursava em Curitiba.

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) manifestou opinião parecida. Em entrevista a folha de São Paulo, declarou: "Os petistas têm colhido o que plantaram." Entretanto, o tucano voltou atrás nas redes sociais afirmando: "Toda violência deve ser combatida", e definiu sua opinião como uma chamada ao debate de ideias.

A Polícia Civil afirmou ter aberto inquérito e enviou uma equipe para periciar os ônibus atingidos. O ministro da segurança pública, Raul Jungmann, pediu mais atenção estadual para o caso.

O ataque ao petista tem reforçado ainda mais o clima de instabilidade e polarização política vivido pelo Brasil. Resta esperar até o período eleitoral para o desenrolar do futuro político do país.

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