A situação criminal enfrentada pelo ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva pode acarretar nova dor de cabeça e um verdadeiro pesadelo em se tratando de sua proximidade de prisão. Isso após o julgamento dos chamados embargos de declaração, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que é o tribunal de segunda instância ou corte de apelação apta para fazer revisões de casos relacionados às investigações que decorrem no âmbito da maior operação anticorrupção em toda a história do país e uma das maiores operações já deflagradas em todo o mundo, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal.

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Vale ressaltar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeiro grau por decisão do juiz Sérgio Moro, cujos crimes são relacionados a práticas de colarinho branco, como lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A confirmação da sentença dada por Moro contra Lula referente ao caso tríplex do Guarujá (SP) ocorreu pelos votos de três desembargadores federais, de forma unânime, no TRF4.

Colega de Cármen Lúcia complica Lula

Uma das ministras que compõem o membro colegiado da mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil, ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), também apontou fortes sinais de que não deverá esmorecer em relação a uma possível votação em Plenário da Suprema Corte. Trata-se da manutenção ou não da possibilidade de prisão após esgotados os recursos judiciais em Tribunais de segunda instância.

A decisão quanto a se pautar ou não o tema extremamente espinhoso ficará a cargo da presidente da Suprema Corte, ministra Cármen Lúcia. Entretanto, ela já foi contundente ao afirmar que a corrupção é, na verdade, algo considerado intolerável e que a democracia vive da confiança dos cidadãos brasileiros nas instituições que devem combater a corrupção.

Porém, não somente a presidente do Supremo deverá seguir o entendimento favorável à manutenção da possibilidade de se estabelecer a probabilidade de prisão após julgamento em segunda instância. A ministra Rosa Weber era uma das esperanças de Lula na Corte para que pudesse votar para que ele não tenha que cumprir a pena na cadeia. Porém, a sinalização da magistrada é que não deverá votar conforme o ex-presidente imaginava.

A polêmica persiste no Supremo Tribunal Federal (STF), já que diante de uma votação ocorrida em pouco mais de um ano, após ter consolidado a jurisprudência em relação ao caso, aumentaram as dificuldades para que os ministros tentem confrontar a presidente Cármen Lúcia quanto a pressionar a magistrada mineira para que se paute uma nova votação.