O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT) Antonio Palocci está sem sorte com a Justiça. Recentemente, as tentativas de acordo de delação premiada ficaram na estaca zero. O petista não consegue um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) [VIDEO]. Ao que tudo indica, a defesa de Palocci tenta imitar os advogados do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e estão tentando impetrar uma habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal), pressionando a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte.

Antonio Palocci buscou nestas últimas semanas a presidente do Supremo. Cármen Lúcia recebeu três pedidos vindos da defesa, todos para que ela julgue o habeas corpus, mas a ministra deixou Palocci sem nenhuma resposta.

Possivelmente Cármen poderá agir da mesma maneira que está agindo com o ex-presidente Lula.

O ex-ministro petista não consegue a delação premiada para tentar reduzir sua pena e também não consegue, por parte de Cármen Lúcia, que o habeas corpus seja julgado. Há relatos que Palocci foi encontrado chorando na prisão.

No ano passado, os advogados dele pediram para que o habeas corpus fosse retirado da pauta. O motivo foi o fato de ministro Ricardo Lewandowski estar de licença de saúde. Os advogados que cuidam dos processos do petista, José Roberto Batochio, Bruno Augusto Vianna e Alessandro Silvério, marcaram uma audiência nesta segunda-feira, 12 de março, com o relator dos processos da Lava Jato no Supremo, o ministro Edson Fachin.

A situação de Lula [VIDEO] e Palocci mostram-se parecidas.

Assim como o ex-presidente, Palocci também busca um socorro com Fachin. Desde que o habeas corpus de Lula foi negado na Justiça, os advogados do líder do PT tem em mãos a opção de buscar Fachin para reanalisar o caso.

Novas denúncias e mais negativas

A nova operação da Lava Jato, batizada de Operação Buona Fortuna, citou o ex-ministro cerca de 25 vezes. Palocci foi apontado como um porta-voz do governo federal para realizar pedidos de propinas a diversas empreiteiras.

Um acordo de delação premiada com a Lava Jato poderia comprometer bancos, além de empreiteiras e políticos. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) entende que o ex-ministro não irá apresentar provas tão robustas a ponto de abrir o processo da delação.

Um dos advogados de Palocci foi procurado para esclarecer os trâmites de delação. A defesa afirmou que no momento não poderia emitir nenhuma informação e que o caso segue em sigilo na Justiça.

Em outra tentativa, Palocci tentou ser ouvido pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal, da 4° região, mesmo tribunal que condenou Lula em 12 anos e um mês de cadeia. Palocci queria que a segunda instância ouvisse o que ele tem a dizer, assim como fez o juiz federal Sergio Moro. O desembargadores negaram o pedido.