O ex-presidente Luiz Inácio Lula [VIDEO] da Silva (PT [VIDEO]) alcançou duas vitórias jurídicas provisória no Supremo Tribunal Federal (STF) que mudam todo rumo da história e que acabou frustrando as expectativas sobre a sua prisão. Lula venceu por 7x4 admitir o julgamento do seu habeas corpus.

A outra batalha que foi vencida foi sobre um pedido de uma concessão liminar feito pela defesa de Lula, que é formada pelos advogados Roberto Teixeira, Valeska Teixeira, Larissa Teixeira Quattrini e Cristiano Zanin Martins. O pedido tem como objetivo impedir que o ex-presidente Lula não fosse preso até o dia do resultado final de conclusão do julgamento, que será no dia 4 abril.

O pedido foi submetido por uma votação pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Por 6x5 o pedido foi concedido. Votaram em favor de impedir a prisão de Lula antes do dia 4 os ministros Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Em favor de permitir, votaram ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Essa notícia deixou os petistas animados e esperançosos quanto a liberdade de Lula.

Fux e Barroso se destacaram negativamente

Dentre os que votaram se destacaram de forma negativa os ministros Barroso e Fux, por não saberem disfarça suas indignações sobre a vitória de Lula. Barroso alegou que estava usando critérios técnicos para justificar seu voto.

Já o voto de Fux foi mais explicito, pois foi sem o uso de um discurso técnico, ele somente discursou de forma mais racional e um tanto obscuro.

Durante a sessão de votos, Fux questionou Gilmar Mendes sobre a quantidade de Habeas Corpus existentes no STF e se as Cortes de outros países também tinham tantos acumulados para julgamentos. Ele respodeu que isso seria impossível de dizer sem fazer uma analise profunda de suas causas e que, portanto, é preciso fazer uma analise do tamanho da população e da magnitude do sistema judiciário.

A presidente votou, mas não seria obrigatoriamente necessário que ela votasse. Acreditasse que seu voto foi apenas para manter sua imagem pública e transparência sobre a sua opinião com relação ao assunto.

No dia 4 de abril terá uma nova votação sobre o mérito do habeas corpus. Todos os ministros que votaram nessa sessão estarão, com exceção do ministro Gilmar Mendes, um desfalque para Lula. Um empate mesmo assim beneficiará o petista.

De acordo com essas informações, fica claro que o petista não poderá ser preso no dia 26, caso o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negue o recurso apresentado por ele no caso envolvendo o tríplex.