O caso Marielle (PSOL-RJ), independente de sua crença religiosa ou Político-partidária, é algo que jamais deveria acontecer. Uma possível execução da ex-vereadora do Rio de Janeiro chocou todo o mundo e até as Nações Unidas se pronunciaram sobre a tragédia. Marielle, foi 5ª vereadora mais votada no Rio em 2016, pelo PSOL, e antes dela apenas outras duas mulheres negras e vindas da favela haviam conseguido ocupar uma cadeira na Câmara da cidade ao longo dos últimos 35 anos. Uma delas foi Benedita da Silva.

Muito tem se falado sobre a morte da vereadora, principalmente nas condições nas quais a política foi morta. Já praticamente não há dúvidas da execução e agora Polícia Federal e os órgãos estaduais de investigação buscam informações sobre os assassinos para descobrir a real motivação dos assassinos de Marielle.

Até o presidente da República já afirmou que o estado está mobilizado para elucidar o crime.

Este final de semana, porém, a declaração de uma desembargadora (que é um nível acima de juiz), ou seja um 'juiz de segunda instância', gerou polêmica contra a vereadora do PSOL e que dividiu as opiniões do Brasil. Marília Castro Neves, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), afirmou hoje em uma rede social que Marielle Franco, executada aos 38 anos com dois tiros na cabeça, na última quarta-feira, "estava engajada com bandidos" e "não era apenas uma lutadora".

Desembargadora diz que vereadora era engajada com o crime

A magistrada ocupa o cargo desde 2006 e chegou a se referir em uma rede social a política morta executada que ela era a 'tal Marielle'. Ainda afirmou que ela não cumpria com os objetivos de seus apoiadores, que seriam do Comando Vermelho e, por conta disso, foi executada pela própria facção criminosa.

A magistrada ainda chamou de 'mimimi' o posicionamento da esquerda politizada que estaria tentando fazer da morte da vereadora um espetáculo político e 'agregando valor ao cadáver', sendo que Marielle não passaria de mais uma morte no Rio de Janeiro.

A postagem pode ser vista ao final do artigo e agitou as redes sociais. Ela respondeu um post de um colega aposentado, Paulo Nader, que defendia Marielle.

Logo a jornalista Monica Bergamo, da "Folha de S.Paulo" e ao ouvir a contraparte a desembargadora disse que jamais ouviu falar de Marielle e que baseou-se em uma informação obtida com uma colega. Também disse que seu comentário não representa a Justiça do Rio de Janeiro e ela o fez como cidadã.

O PSOL revelou que abrirá um processo no Conselho Nacional de Justiça contra a desembargadora.

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