Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu colocar em pauta o habeas corpus do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro do PT, Antonio Palocci, ficou ''furioso''. Há muito tempo tentando que seu habeas corpus fosse julgado, Palocci [VIDEO] entendeu que Lula passou na frente da fila e ganhou vantagem com os membros do Supremo.

Nesta última quinta-feira, 22 de março, os advogados de Palocci entraram em contato com a Corte para solicitar que o caso do ex-ministro seja analisado. Advogados afirmam que o caso de Palocci é urgente pelo fato do ex-ministro se encontrar encarcerado.

No ano passado, o habeas corpus de Palocci seria julgado.

No entanto, a pedido da defesa, o julgamento que iria ocorrer em novembro foi desmarcado. Ontem, o Supremo se reuniu para definir o caso de Lula, porém apenas decidiram que o petista não poderá ser preso até um novo julgamento que ocorrerá no dia 4 de abril.

Antonio Palocci quis aproveitar a situação. Sabendo que Lula será julgado dia 4, o ex-ministro planeja uma ação, exigindo que seu habeas corpus seja colocado "lado a lado" com o de Lula.

Ao que parece, Palocci tem o objetivo de "complicar" a vida de Lula no próximo dia 4. O ex-ministro não aceita o fato de ser "passado pra trás" no Supremo e acredita que o Lula foi um grande "fura-fila".

Supremo Tribunal Federal

Em uma longa sessão, a última quinta-feira terminou com o seguinte resultado: Lula não poderá ser preso até julgarem seu habeas corpus, marcado para o dia 4.

Havia uma grande expectativa de uma prisão na próxima semana. Com o Tribunal Regional Federal da 4° Região julgando o último embargo, o petista poderia ser encarcerado rapidamente, só iria depender do juiz federal Sergio Moro, responsável por condenar Lula em primeira instância.

A defesa do ex-presidente tenta de todas as formas livrar Lula [VIDEO]da cadeia. A ministra do Supremo Cármen Lúcia foi alvo de diversas pressões para colocar o habeas corpus em pauta e também rediscutir prisões após condenação em segunda instância. Cármen decidiu aceitar o pedido da defesa e fazer uma votação entre os ministros para saber se há possibilidade do habeas corpus ser julgado.

Lula ganhou fôlego na sessão. O petista estará tranquilo até o próximo dia 4, livre da cadeia. O líder do PT foi condenado a 12 anos e um mês pelos desembargadores do TRF-4, os crimes são de lavagem de dinheiro e corrupção. Lula afirma que é inocente e ''vítima'' de acusações caluniosas.