O relator dos processos da Operação Lava Jato [VIDEO] na Suprema Corte e ministro Edson Fachin, atendeu um pedido vindo da Procuradoria Geral da República, feito por Raquel Dodge. Desde que assumiu a liderança da procuradoria, Dodge ''corrigiu'' decisões tomadas pelo ex-procurador Rodrigo Janot. No entanto, o pedido da chefe do Ministério Público Federal (MPF) trará dor de cabeça para o presidente da República Michel Temer e seus aliados.

Fachin prorrogou a investigação por mais 60 dias sobre um inquérito que investiga supostos pagamentos de propina pela empreiteira Odebrecht.

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No ano passado, Rodrigo Janot decidiu que Michel Temer deveria ficar de fora das investigações devido à proteção do foro privilegiado. Dodge, no entanto, chegou à conclusão de que a decisão de Janot estaria equivocada e fez o pedido para que Fachin incluísse Temer e os aliados nas investigações, deixando claro que o presidente pode sim ser investigado, porém não denunciado devido ao foro.

O inquérito foi aberto há cerca de um ano e coloca na mira da Polícia os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil e Moreira Franco, da Secretaria-Geral. Dodge enfatizou que colocar Temer como investigado fará com que provas não fiquem ''perdidas no tempo''.

Raquel Dodge [VIDEO]escreveu no pedido que as investigações não afetam o artigo da Constituição. E além do mais, a medida respeita o conceito geral da Constituição, de que todas as pessoas são iguais perante a Lei e que não há imunidade penal.

Edson Fachin respondeu afirmando que concorda com Dodge e que colocará Temer nas investigações, porém não o criminalizando. Desta forma estarão agindo dentro da Lei.

Inquérito

O depoimento de seis delatores da empreiteira Odebrecht fizeram a abertura do inquérito. Um dos delatores, Cláudio Melo Filho, afirmou que participou de um jantar no Palácio do Planalto para discutir valores que seriam repassados ao PMDB.

Temer estava presente.

A propina seria paga como uma forma de garantir um ''tratamento privilegiado'' vindo da Secretaria de Aviação. O presidente Michel Temer, assim como os ministros do governo negam todas as acusações.

Este não é o primeiro inquérito que Temer será investigado. No Supremo Tribunal Federal (STF) há um inquérito baseado em delação premiada da empresa JBS, que discute irregularidades no Decreto dos Portos. Temer foi denunciado duas vezes na Suprema Corte, o andamento dos processos está barrado pela Câmara dos Deputados.