Pesquisa da CNT (Confederação Nacional de Transportes) aponta que nos cenários em que o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não é considerado, o deputado federal Jair Bolsonaro lidera as pesquisas.

De acordo com a pesquisa, Jair Messias Bolsonaro [VIDEO]lidera os cenários pesquisados, com uma média de 20% das intenções de voto. Entretanto, nas pesquisas realizadas em contextos em que o ex-presidente está na disputa, a porcentagem alcançada pelo candidato é de 16,8%, ocupando o segundo lugar.

A pesquisa foi realizada em 137 municípios de 25 unidades da federação e ouviu mais de 2.000 pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

O cenário eleitoral é positivo para Bolsonaro, que vem crescendo muito desde 2017. Isso está ligado à ideia de alternância de poder e renovação na política [VIDEO]do País, além de grande insatisfação com os atuais governantes. Outro ponto significante para esse crescimento, segundo os que declaram votar em Bolsonaro, é o fato de que o deputado não tem histórico de corrupção.

O pré-candidato está muito consolidado no eleitorado jovem, com idade entre 16 e 34 anos. Mais de 60% de seus potenciais eleitores vêm desse público.

A maioria que é a favor de suas ideias tem acesso a redes sociais, o que mostra sua grande influência nesses meios de comunicação.

De acordo com o cientista político Hilton Cesário Fernandes, da Fespsp, "o apoio da juventude não será suficiente para a vitória da extrema-direita"

O candidato encontra óbices diante de muitos questionamentos sobre sua postura militar, vista muitas vezes como ditatorial

Bolsonaro ficou conhecido por suas posições conservadoras e militantes, por suas críticas severas à esquerda, por defender temas polêmicos, como a defesa da tortura, pena de morte e a ditadura militar.

Apontado muitas vezes como racista, homofóbico e sexista, o deputado é visto por muitos como a pior opção.

Outro questionamento levantado por muitos é sobre a falta de conhecimentos econômicos do candidato, o que engessaria o crescimento do País.

Contudo, segundo alguns especialistas, o líder político costuma se cercar de uma equipe técnica formada por especialistas para ajudá-lo na tomada de decisões, o que afastaria o conhecimento profundo na área como pré-requisito para que alguém seja um bom presidente. Hoje Bolsonaro é assessorado por Paulo Guedes, economista e dono da Bozano investimentos.

Muitos que apoiam Bolsonaro alegam que o candidato poder ser a "cura" para o "câncer esquerdista" no País.