O Brasil vive o pior momento político da história. A instabilidade na política nunca foi vista de forma tão explícita e escancarada como agora. A corrupção em cada passo que o governo dá é algo que se tornou até mesmo trivial.

Em 2017 foi instalada uma comissão especial para votar uma emenda à Constituição Federal, a PEC 77A/2003, que pretende estabelecer mandato de 5 anos em cargos eletivos, o fim da reeleição e a coincidência de mandatos e pleitos. A comissão autorizada por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, gerou muitas discussões e receios. O chamado "golpe dentro do golpe" ou "golpe 2.0" foi estabelecido pela esquerda, assim colocado por muitos.

Esse desenterramento da proposta foi visto como uma jogada para manter Michel Temer no poder e um possível boicote às eleições em 2018

O relator da reforma, o petista Vicente Cândido, diz que essa medida entraria em vigor a partir de 2019, não afetando as eleições de 2018 e Michel Temer não seria beneficiado, continuando no cargo.

Alguns especialistas discordam e dizem que, diante do cenário político, onde o PT [VIDEO]insiste em “bater o pé” para que Lula [VIDEO]seja mantido na disputa, mesmo diante das acusações e sua prisão iminente, a intervenção no Rio de Janeiro, tudo isso pode ser usado para um possível adiamento nas eleições, um pretexto para a manutenção do poder nas mãos dos mesmos governantes.

Nos últimos dias nada se falou acerca da emenda, que mesmo com datas caducadas pode ser atualizada e ir contra a legalidade.

Esse movimento no legislativo significa que ele tem uma carta na manga para possível acionamento, caso seja necessário. Afinal, uma comissão e uma Casa presidida por um parlamentar que disse que não concorreria à reeleição e ainda assim o fez, não é algo que gera muita confiança.

Um outro sinal de alerta foi dado por Gilmar Mendes em 2017, quando ainda era presidente do TSE. Na ocasião, ele mencionou que se não houvesse uma reforma eleitoral, poderia não ocorrer eleições em 2018 [VIDEO]. Ele se expressava sobre a reforma que hoje está vigente, a que impede contribuições de empresas. A porteira para “vaquinhas” foi aberta, como dizem especialistas na esfera política e econômica.

O fato é que nada é certo neste ano. Com o prende não prende de Lula, intervenção no Rio de Janeiro [VIDEO], uma Suprema Corte rasgando a Constituição Federal e beneficiando um único réu em detrimento de toda a coletividade, foi anunciado um atropelamento na democracia e a esperança do brasileiro de ter uma chance de um País melhor e uma renovação na política. A chamada segurança jurídica já não existe mais, pelo menos para quem não pode pagar por ela.