O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta segunda-feira (19) a prisão do empreiteiro Gérson Almada, da Engevix, que foi condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4). Almada deve se apresentar na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba (PR), nesta terça-feira (20).

Ele havia sido condenado na primeira instância a 19 anos de prisão, e os desembargadores do TRF-4 aumentaram a pena para 34 anos.

Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A condenação de Moro pode ser interpretado como um recado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os caminhos do petista tendem a ser os mesmos de Almada. Quando o TRF-4 liberar o processo para a execução provisória de Moro, o magistrado poderá decretar a prisão de Lula. A grande possibilidade de isso acontecer é no dia 26 de março, quando o TRF-4 vai julgar o recurso impetrado pela defesa de Lula.

Conforme algumas informações, Lula estaria desanimado e preocupado com a sua prisão. A decisão do juiz de decretar a prisão de Almada é uma amostra do que pode acontecer com Lula. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que pretendem beneficiar o ex-presidente de alguma forma devem correr contra o tempo. Moro está perto de mandar Lula para a cadeia.

Recado à Corte

No despacho da prisão do empreiteiro, Moro manda um recado aos ministros do STF e afirma que uma eventual alteração sobre o entendimento da prisão em segunda instância seria um verdadeiro desastre para os rumos da Lava Jato.

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Sergio Moro Lula

Um possível ‘’golpe’’ que se orquestra na Corte, conduzido pelos ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, faria as investigações contra a corrupção retroceder. Muitos condenados ficariam soltos e livres.

Moro concluiu, no despacho, que se o entendimento for mantido, acaba com o faz de conta das ações penais que nunca terminam.

Furiosa

A presidente do STF, Cármen Lúcia, estaria furiosa com seus colegas de tribunal que tentam passar por cima dela.

Uma reunião foi marcada para esta terça-feira (20), no STF, e o assunto será a prisão em segunda instância. O responsável em convocar os ministros para participarem foi o decano da Corte Celso de Mello.

Cármen já deixou certo que não vai deixar o Supremo se "apequenar" diante dessas circunstâncias para ajudar Lula. A ministra mostra resistência e tem recebido muito apoio, até mesmo de famosos que gravaram vídeos apoiando o trabalho da ministra.

Numa entrevista à revista IstoÉ, ela comentou que todas as suas decisões são tomadas independente de quem seja o condenado. Todos são iguais para ela. Lula não tem nada de especial perto de outros.

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