Nesta quinta-feira (08), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, participou de uma cerimônia de lançamento do 15° Prêmio Innovare e com grande entusiasmo proferiu fortes declarações contra a corrupção. Um dos participantes era Dias Toffoli, o ministro que já teve atuações suspeitas em prol do PT na Corte, como por exemplo, deixar livre o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann, acusado de atos graves de corrupção.

A ministra tem ficado isolada nos últimos dias diante de tanta pressão dos seus colegas de tribunal para que coloque na pauta da Corte um novo entendimento sobre o cumprimento da prisão após condenação da segunda instância.

Ela já deixou claro que não vai pautar nada que beneficie um caso específico, dando um recado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que só tem o STF como salvação.

No evento, Cármen Lúcia teve um discurso comovente e ela pôde expor tudo aquilo que sentia e mostrou que tem opinião e resistência. Ela deu uma lição sobre corrupção e democracia. Participando da cerimônia estavam também: Raquel Dodge, procuradora-geral da República, a presidente do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia e os ministros Dias Toffoli e Luis Roberto Barroso [VIDEO].

A ministra aproveitou que o evento era focado sobre corrupção e desabafou diante de todos.

Declarações

De acordo com suas palavras, a corrupção é inaceitável. "Não há Justiça por corrupção, porque a corrupção é uma forma de prática de injustiça", declarou.

Cármen Lúcia [VIDEO] ainda afirmou que o povo não aceita isso e a democracia depende dos cidadãos confiarem nas instituições.

O recado da ministra pode ter ido em direção aos petistas que querem defender Lula de qualquer jeito. O próprio ministro Dias Toffoli teve que engolir as palavras dela, já que ele é um dos que trabalhou no Governo petista e teria uma imensa gratidão em retribuir ao ex-presidente a sua nomeação na Corte.

Dias Toffoli

Calado, o ministro teve que ouvir o que a presidente da Corte pensava sobre a corrupção. Conforme informações do site "O Antagonista", Toffoli é o homem forte de Lula no STF. Ele defende que os criminosos só vão para a cadeia depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dessa forma, Lula ganharia um tempo, já que essa decisão poderia durar de seis meses a um ano, conforme publicou a Folha de São Paulo.

Ganhar seis meses para Lula seria ideal, porque ele poderia participar das eleições e ficar tranquilo, já que, em setembro, Toffoli assumiria o lugar de Cármen Lúcia no comando do Supremo.