O juiz federal Sérgio Moro participou de um evento em Nova York (EUA) nesta sexta-feira (2) e se mostrou preocupado com mudanças de entendimento dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo e atacou o magistrado, Moro deu uma resposta forte e contundente aos jornalistas.

Em seu discurso, o juiz citou que a corrupção não tem fim, mas que as regras para combater a criminalidade devem ser sempre melhoradas para romper a impunidade.

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O juiz deu várias indiretas nos ministros do STF.

Segundo Moro, ele concorda com as palavras do ministro Luís Roberto Barroso, que citou uma possível tragédia, caso o Supremo altere o entendimento sobre a prisão após a condenação em segunda instância. De acordo com o magistrado, essa mudança poderia caracterizar um retrocesso para as investigações da Operação Lava Jato e os criminosos ficariam livres para poderem ocultar provas e continuarem a cometer os mesmos crimes, já que estariam livres.

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Mesmo assim, o juiz da Lava Jato no Paraná acredita que o STF não vai aprovar a mudança. Moro também defendeu o fim do foro privilegiado e afirmou que esse benefício especial tem protegido corruptos e os diferenciado perante a sociedade, o que seria um erro Constitucional, já que todos são iguais perante a Lei.

Ex-presidente Lula

O juiz foi questionado sobre o que pensava dos ataques do ex-presidente Lula contra ele.

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Lava Jato Sergio Moro

Moro disse que muitas pessoas são iludidas por ídolos, mas a verdade deve prevalecer. O magistrado ressaltou que ninguém está sendo investigado por causa da opinião pública, mas, sim, porque são acusados de cometer crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e outros atos ilícitos.

Em relação aos ataques de Lula, Moro se recusou a comentar e disse apenas a seguinte frase: "Não respondo a entrevista de gente processada".

Agradecimentos

O juiz aproveitou a oportunidade no evento para agradecer a todos aqueles que apoiam a Operação Lava Jato. Ele disse que, se não fosse a sociedade pressionar, a operação poderia ter sido abafada pelos próprios investigados.

Moro agradeceu também autoridades internacionais que colaboraram com as investigações e destacou as autoridades bancárias da Suíça.

A corrupção se tornou um problema em toda a América Latina e todos os países vem ajudando para que os crimes sejam descobertos e as punições aconteçam.

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A própria Lava Jato conseguiu alertar governos de vários outros países sobre os subornos e propinas que devastavam os cofres públicos.

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