A presidente da mais alta instância do Poder judiciário brasileiro, ministra Cármen Lúcia, que comanda o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], havia dado mostras irrefutáveis de que não pautaria algumas votações que poderiam, até certo ponto, favorecer o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva. Dentre essas votações que poderiam ir para julgamento, a depender de decisão a ser tomada pela presidente da Suprema Corte brasileira, está um habeas corpus preventivo de interesse da defesa lulista, além da votação que possibilitaria a mudança de entendimento por parte dos magistrados da Corte com relação a possibilidade ou não da prisão de condenados em segunda instância

A esperança do ex-mandatário petista paira nessas duas situações que poderiam evitar que fosse decretada uma possível prisão, após análise dos recursos denominados de "embargos de declaração" no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

'Ataques' do PT e resposta contundente de Cármen Lúcia

Em uma sério "ataque" feito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, remonta-se sobre uma acusação de a magistrada mineira ter adquirido um imóvel proveniente de um doleiro. A denúncia duvidosa foi até mesmo publicada na página oficial do Facebook do PT do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia publicada pela página petista, uma mansão localizada em Brasília e que fora comprada pela presidente do Supremo estaria ligada ao doleiro Fayed Traboulsi, envolvido em um mega esquema de Corrupção sob investigação da força-tarefa da Operação Lava Jato. A quantia referente à compra da mansão é de1,7 milhão de reais.

Entretanto, o gabinete da ministra Cármen Lúcia prontamente desmentiu a informação repassada nas mídias petistas, como na própria página oficial da sigla em sua rede social do Facebook.

De acordo com o gabinete da magistrada, a denúncia "não teria nem pé, nem cabeça" e que o negócio teria sido legitimado pela Caixa Econômica Federal, que foi a financiadora do respectivo imóvel.

Cármen Lúcia foi ainda mais longe ao responder enfaticamente às acusações petistas, ao afirmar que isso seria uma "sordidez" e "tentativa de coação", em relação à publicação na página oficial do PR, a respeito da compra de um imóvel que já pertenceu ao doleiro Fayed Traboulsi.