Um possível esquema montado para tentar salvar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fica frustrado com a resistência da ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Nos bastidores do Supremo, os ministros Dias Toffoli e Celso de Mello trabalham assiduamente para que o petista não seja preso e junto com eles, existem também infiltrações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) que teria estado em conversas com Gilmar Mendes, ministro indicado por ele, para facilitar as coisas para Lula.

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Todas essas informações são analisadas por jornalistas críticos que querem tentar explicar para a sociedade quais são as investidas da Corte no caso de Lula.

O ministro Dias Toffoli sempre caminhou ao lado do PT.

Ele foi indicado por Lula para uma cadeira da Corte e já participou ativamente do Governo petista, sendo Advogado-Geral da União. Toffoli teria dívidas de gratidão com o ex-presidente e o momento de ajudá-lo seria agora. Ele é o responsável em deixar livre da cadeia o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann, senadora e presidente do PT.

Celso Mello [VIDEO] é outro ministro que tem criticado a resistência de Cármen Lúcia. Segundo informações, o decano da Corte é amigo íntimo do novo advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, ambos teriam sido indicados pelo ex-presidente José Sarney para assumirem a Corte. Ele é a favor da prisão do condenado após se esgotarem todos os recursos da defesa, ou seja, poderia demorar décadas e décadas para alguém ir preso.

Declarações de FHC

Muita gente se surpreendeu com as declarações de FHC para a Folha de São Paulo, nesta semana.

Ele afirmou que se pudesse voltar ao passado, se aproximaria de Lula e de outras forças políticas que ele achasse progressistas em geral. Gilmar Mendes é um ministro muito amigo de FHC e poderia estar sendo envolvido em pedidos para ajudar o líder do PT a não ser preso.

Resistência

Supostamente, todos querem ajudar Lula, mas uma mulher tem aparecido no caminho e interrompido essas investidas na Corte. Cármen Lúcia [VIDEO] tem resistido às pressões e chegou a marcar uma reunião em seu gabinete. Ela informou para o relator da Lava Jato, Edson Fachin e para o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, que não aceitará colocar na pauta da Corte um novo entendimento sobre o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância.

Cármen está tendo papel decisivo para que Lula seja preso e cumpra a sua pena.