O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT) Antonio Palocci está preso desde 2016 através de investigações da Operação Lava Jato. Antes, amigo muito próximo do ex-presidente Lula, Palocci assumiu cargos de importância no governo e se envolveu em atos ilícitos, desviando dinheiro e sendo um intermediador em pagamento de propinas envolvendo empreiteiras.

Em depoimentos, Palocci deu várias declarações contra Lula enfatizando crimes ao ex-presidente. Com a situação complicada na Justiça, o ex-ministro não consegue nem acertar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) [VIDEO]. Nestas últimas semanas, a defesa de Palocci entrou com vários pedidos à presidente e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, Palocci pediu ajuda para que a magistrada colocasse em pauta o julgamento do seu habeas corpus.

Devido Cármen Lúcia estar ''nem aí'' com a situação de petistas como Palocci e Lula, a defesa apelou para o ministro do Supremo e relator dos processos da Lava Jato, Edson Fachin. Para justificar o pedido, os advogados avaliaram que o habeas corpus de Palocci é muito mais urgente que o pedido de habeas corpus de Lula. Conforme Palocci permanece na prisão, os advogados tentam de tudo para que Fachin priorize o ex-ministro ao ex-presidente.

Lula desesperado

O ex-presidente foi condenado em 12 anos e um mês pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Lula é apontado como o verdadeiro dono de um tríplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá. O petista é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em várias ações penais que circulam na Justiça.

Os advogados de Lula tentam de todas as formas fazer com que a ministra do Supremo, Cármen Lúcia, coloque em pauta o habeas corpus que poderia salvar o petista da prisão.

No entanto, a magistrada mostra-se firme em seu posicionamento e entende-se que ela não irá colocar em discussão o caso. Lula também tenta possibilidade de Cármen rediscutir com os ministros prisões após condenação em segunda instância.

Devido à condenação, Lula poderá ser preso em breve e todas as táticas utilizadas pela defesa para tentar salvá-lo estão na estaca zero. Neste mês, os desembargadores do TRF-4 ainda darão a decisão final sobre o caso de Lula. Porém, o petista corre o risco de ser preso a qualquer momento [VIDEO], além de estar inelegível para as eleições presidenciais de 2018.