Nesse último sábado (17), uma discussão em rede social envolvendo a desembargadora pelo Rio de Janeiro, Marília Castro Neves, trouxe à tona suposta motivação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), acontecido na última quarta-feira. De acordo com a magistrada, a representante do PSOL morta estava envolvida com supostos acordos feitos ainda na época em que ela fez campanha para ocupar uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro. Esses supostos acordos feitos com o Comando Vermelho da capital teriam conseguido mais de 40 mil votos para Marielle, fato esse que a elegeu para um mandato de quatro anos. [VIDEO]

“Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho”, disse a magistrada, que ainda comentou que a vereadora do Rio de Janeiro acabou descumprindo alguns acordos feitos com os criminosos e, por isso, o preço que ela pagou foi a sua própria morte.

Marília ainda diz que qualquer pessoa que mora na favela, ou até mesmo que não vive em comunidades assim, sabe que caso alguém faça algum acordo com pessoas do mundo do crime e não cumpra os mesmos, pode pagar com a própria vida. [VIDEO]

“Temos certeza de que seu comportamento foi determinante para o seu trágico fim”, disse a desembargadora que completou explicando que qualquer outra conversa criada nas redes sociais para colocar outras motivações pela morte da vereadora pode ser vista como ‘mi mi mi’ da esquerda política brasileira, principalmente com relação aos partidários do PSOL. Marília ainda comentou que a morte de Marielle é só mais uma em tantas outras que acontecem no estado do Rio de Janeiro envolvendo o mundo do tráfico e os supostos acordos com outras pessoas. [VIDEO]

Jornalistas buscam desembargadora para esclarecimentos

Procurada para falar sobre a sua postagem, a desembargadora Marília contou à Mônica Bergamo, da Folha de S.

Paulo, que viu a informação de que a vereadora morta estaria envolvida com o Comando Vermelho nas redes sociais, mas que nunca tinha procurado saber sobre Marielle enquanto a política estava viva.

Mas a desembargadora voltou a afirmar que o assassinato está muito ‘politizado’: “Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção”, disse a magistrada, explicando que da mesma forma que a vereadora que foi morta, a médica também batalhava e lutava muito para correr atrás do seu pão de cada dia. A polícia continua fazendo investigações desse caso envolvendo a vereadora do PSOL e já se sabe que as balas que a mataram vieram de um lote da Polícia Federal - que supostamente foi roubado nos correios.