Nesta última terça-feira, 6 de março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO]. No entanto, Lula perdeu, mais uma vez, por 5 x 0. Petistas ficaram revoltados com a situação e a defesa agora tentará outras formas de livrar Lula do camburão da Polícia Federal.

A negativa do habeas corpus tem relação direta com o recurso de Lula que anda no Supremo Tribunal Federal (STF). O próximo passo para os advogados do ex-presidente é decidir quais recursos irão buscar. O ministro do STF e relator dos processos da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, poderá receber, em breve, um novo pedido de habeas corpus, fazendo com que ele reanalise a questão de Lula.

Esta seria uma das opções dos advogados: rondar novamente Edson Fachin e torcer para que o ministro tenha uma postura diferente.

Uma outra opção da defesa é fazer um aditamento nos recursos que já estão no plenário. O fato é que os advogados não irão recorrer a uma decisão monocrática, mas sim colegiada. Enquanto petistas aguardam o posicionamento da defesa, a situação de Lula fica mais complicada e uma prisão se torna uma possibilidade ainda mais próxima. Após o julgamento no STJ, a situação de Lula voltou ''a estaca zero'', o petista terá que recomeçar sua jornada para escapar da cadeia.

Edson Fachin recebe petistas

O ministro relator da Lava Jato, assim como a presidente do STF Cármen Lúcia, estão sendo sondados por petistas. Fachin recebeu o advogado de Lula e também ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, o objetivo foi tratar do habeas corpus do condenado.

Outros petistas [VIDEO] como Tião Viana, Luiz Marinho e Gilberto Carvalho também foram pessoalmente conversar com Fachin dentro de seu gabinete. O PT pretendia fazer de tudo para conseguir que o habeas corpus fosse aceito, evitando a prisão de Lula. Tentativas em vão, com o voto do STJ Lula poderá ser preso em breve.

O petista foi condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Em primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro condenou Lula em 9 anos e seis meses de cadeia. Na segunda instância, os desembargadores do Tribunal Regional Federal, da 4ª região, decidiram por 3 x 0 que Lula é culpado pelos crimes e ainda aumentaram a pena para 12 anos e um mês de cadeia.

O petista afirma que é inocente de todas as acusações e ''vítima'' de uma emboscada.