O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso causou alvoroço nas redes sociais após quebrar o silêncio e falar sobre sua opinião a respeito da decisão da Justiça em prender o ex-presidente Luíz Inácio Lula [VIDEO] da Silva.

FHC apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e surpreendeu a todos ao discordar da atitude da Justiça brasileira. Segundo ele, o país está enfrentando um alto grau de intolerância e isso tem o assustado.

Em entrevista a Fernando Grostein, que é irmão de Luciano Huck, FHC falou que a Justiça do nosso país é parcial e lamentou o fato de não ter se aproximado mais de Lula. Segundo ele, se pudesse voltar no tempo, ele mudaria suas relações políticas, e tentaria ter aproximado mais de Lula e de partidos que ele considera progressistas.

FHC admitiu que a Justiça do Brasil além de ser parcial, é também seletiva e citou o exemplo de que um negro tem a possibilidade de ser preso mais rápido que um branco.

STJ nega pedido de Habeas Corpus de Lula

O Supremo [VIDEO] Tribunal Federal (STJ) negou o pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Lula, nesta terça-feira (06). Apesar da decisão do Supremo, Lula não pode ser preso imediatamente, pois ainda não foi expedida a ordem de prisão dele e ainda falta aguardar o julgamento de um pedido solicitado pela defesa.

O objetivo do pedido do habeas corpus era evitar que Lula fosse preso após esgotamento de todos os recursos julgados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e garantir que Lula pudesse participar das Eleições 2018. Entretanto, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, os condenados no TRF-4 podem ficar impossibilitados de concorrerem as eleições.

Os 5 ministros que votaram quanto ao pedido feito pela defesa de Lula optaram por negar o habeas corpus e afirmaram que ainda não era o momento ideal para discutir se ele irá ou não concorrer as eleições 2018.

Lula foi condenado no início do ano a cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O petista ainda tem uma chance de ficar livre da prisão, caso ele conseguia uma decisão favorável em quarta e última instância no STF, e se ele for preso antes disso, a defesa pode entrar com outro pedido de habeas corpus.

Mesmo tendo negado o pedido da defesa de Lula, o ministro Edson Fachin permitiu que o pedido fosse analisado por uma decisão final da Corte. Desta forma, 11 ministros analisarão o pedido e a data será definida pela ministra Cármen Lúcia que ainda não tem previsão de quando será o julgamento.