O deputado Jair Messias Bolsonaro [VIDEO] se filiou ao PSL na última quarta-feira, 7 de março, e lançou a sua pré-candidatura à Presidência da República com discurso em defesa da revisão da lei do desarmamento. Ele pontuou assuntos como: o endurecimento das leis penais, privatizações de estatais e redução de impostos. Salientou que a chamada Bancada da Bala irá aumentar e que se tornará "Bancada da Metralhadora [VIDEO]".

Seu discurso foi precedido por uma oração e agradecimento a Deus, passando a palavra para o senador Magno Malta, que citou a parábola de Jotão, do livro de Juízes e finalizou com a oração do Pai Nosso.

Bolsonaro disse que o país precisa de mudanças e que cortará pela metade o número de ministérios.

O seu ideal é que haja apenas 15. Na oportunidade, mencionou nomes que indicará para a pasta da Fazenda o economista Paulo Guedes; para a na Defesa, general Augusto Heleno Ribeiro, e Marcos Pontes, tenente-coronel da FAB (Força Aérea Brasileira) e único astronauta brasileiro, ficar com a Ciência e Tecnologia.

Em relação à segurança pública [VIDEO], seu principal foco, o deputado enfatizou o seu ponto de vista “tolerância zero” à criminalidade e disse que violência se combate com energia e se precisar, com mais violência.

O candidato se posicionou em relação ao armamento do cidadão de bem, que, para ele, tem o direito de autodefesa com o porte de arma. “Hoje o trabalhador é quem fica preso para que o criminoso fique solto cometendo cada vez mais atrocidades. É necessário flexibilizar o porte de armas de fogo porque quem é bandido não tem pistola, tem fuzis.

Mais importante que a vida é a liberdade, pois sem liberdade não há vida”, disse o presidenciável.”

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking dos cem países que mais matam por armas de fogo. Diariamente são 123 vítimas de homicídios só por armas de fogo, uma taxa de 20,7 homicídios a cada 100 habitantes.

Na ocasião, ele também faz uma homenagem às mulheres e menciona sua mãe, sua esposa e sua filha de 7 anos: “Vocês mulheres nos confortam e nos apontam o horizonte nos momentos difíceis.”

Sobre a economia, ele diz não entender do assunto, mas que é uma virtude reconhecer isso, o que é melhor que fazer aquilo que não se sabe e fazer besteira. Para isso, Bolsonaro diz que indicará pessoas competentes. Menciona também suas reuniões com investidores do mercado financeiro dos Estados Unidos.

“A gente pode notar a vontade que as pessoas têm de investir no Brasil, mas há dificuldade devido à falta de confiança. Temos que ser recebidos sem o manto da desconfiança, perdemos a confiança pelos péssimos governos que tivemos”, afirmou.

O deputado disse que o Brasil precisa de pessoas honestas no Congresso e que a conversa com o parlamento deverá ser sem o toma lá dá cá. Menciona a necessidade de ouvir o povo na atuação do governo: “Nós devemos lealdade a vocês, vocês é que são o patrão.”

No que se refere aos rumores de homofobia, ele deixa claro que não tem nada contra homossexuais, mas defende o instituto da família e os valores que foram desconstruídos com o tempo. Acentua que é preciso lutar contra o que estão querendo impor principalmente nas escolas temas que vão contra essa base.

Ele finalizou seu discurso falando sobre o voto impresso, vetado pela ex-presidente, Dilma Rousseff, e ressaltou a importância de os cidadãos fazerem valer isso.