A implementação de ações por parte das Forças Armadas brasileiras no processo de intervenção federal que permeia a realidade do estado do Rio de Janeiro vem acarretando polêmicas e críticas provenientes de setores ligados aos direitos humanos [VIDEO] e também por parte de partidos políticos ligados às pautas esquerdistas no país.

Entretanto, o general do Exército, nomeado interventor federal pelo presidente da República, Michel Temer, general Walter Braga Netto, resiste firmemente no comando de todas as forças de segurança do estado do Rio de Janeiro. Vale lembrar que o anúncio por parte do Palácio do Planalto, em relação à implementação de um processo de intervenção federal [VIDEO] em solo fluminense, ocorre devido aos altos índices de violência que assolam a vida dos cariocas em razão de problemas estruturais do Rio e também de todo o país, como o tráfico de drogas.

Embora o general Walter Braga Netto passe a ter todo o controle das ações de segurança pública no estado fluminense, a parte administrativa continua sob o comando do governador do estado, Luiz Fernando Pezão.

'Dura' resposta durante entrevista à imprensa

Durante a realização de uma entrevista recentemente concedida à Rede Globo de Televisão, o general do Exército nomeado interventor federal no Rio de Janeiro, Walter Braga Netto, respondeu contundentemente às acusações e críticas feitas por esquerdistas ao papel desempenhado pelo Exército e as Forças Armadas como um todo, na condução da administração sob intervenção federal.

O general Braga Netto realiza todo um esforço para tentar anular o "ataques" provenientes da esquerda carioca, principalmente, de Ipanema, o que acabou acarretando numa verdadeira "guerra" de comunicação.

Outro fator preponderante, é que o próprio recém-nomeado ministro da Segurança Pública e ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou enfaticamente que o Exército brasileiro realiza um trabalho que pode ser considerado uma "atuação exemplar" no Rio de Janeiro, segundo as palavras do próprio ministro do Governo Temer.

O ministro Raul Jungmann foi extremamente "elogioso" em relação à atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, como forte resposta ao alto comissário da Organização das Nações Unidas, em se tratando dos direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, que havia criticado o processo de intervenção federal no Rio de Janeiro, ao expressar todas as suas preocupações relacionadas a esse tema complexo e "espinhoso". Vale ressaltar que durante a decretação de Intervenção Federal, os militares são propensos a assumir a coordenação de ações relativas à segurança pública, diferentemente, do que ocorre quando as Forças Armadas fazem atuação na segurança de uma região determinada, em se tratando de ações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).