A execução sumária da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) [VIDEO], na noite de quarta-feira (14), é um crime que tem merecido atenção especial de toda a mídia e das autoridades policiais. Militantes, organizações de direitos humanos e todo o Brasil querem a solução deste crime bárbaro, cometido contra uma política que militava em causas sociais.

O grande aliado que a polícia tem no momento para encontrar os criminosos são as imagens das câmeras de segurança no trajeto feito pelo carro em que estava Marielle Franco, de 38 anos, o motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 [VIDEO], e uma assessora de Marielle, cuja identidade não foi informada por motivos de segurança.

O objetivo da polícia é descobrir quando o carro da vereadora começou a ser seguido e como aconteceu o ataque na Rua Joaquim Palhares, na região central do Rio de Janeiro, a apenas 100 metros de uma estação do metrô e a 700 metros da sede da prefeitura. As imagens procuradas vão da Lapa a Estácio, onde o crime aconteceu.

Execução

As imagens das câmeras de segurança vão colaborar bastante para que o caso seja elucidado, mas é fato que a polícia trabalha com a hipótese de execução. Ou seja, não foi assalto.

Quem matou Marielle e o motorista não queriam assaltá-los, o objetivo era matar mesmo. Essa é a linha de investigação dos investigadores da Divisão de Homicídios. Agora, a busca é por quem cometeu o crime.

Comoção nacional

As mortes de Marielle e Anderson causaram comoção nacional. O assunto rompeu as fronteiras do Brasil e também foi assunto no exterior.

Jornais de Estados Unidos e países da Europa também falaram sobre o crime bárbaro que movimentou o país.

O enterro dos corpos dos dois foi realizado nesta quinta-feira (15), no Cemitério São Francisco Xavier, no complexo do Caju, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Familiares e amigos dos dois aguardavam a chegada do caixão no local vestidos de roupas pretas.

Quem era a vereadora Marielle

Marielle Franco foi eleita vereadora em 2016, com 46 mil votos. Militante dos direitos humanos, do movimento feminista e das causas negras, ela morreu logo depois de sair de um evento com mulheres negras na Lapa.

Ela era bastante ativa nas redes sociais, onde se identificava como cria da Maré. Formada em sociologia, Marielle postou críticas a um batalhão de polícia do Rio de Janeiro dias antes de ser assassinada. Há toda a uma pressão nacional e internacional sobre os investigadores para que assassinos sejam identificados em breve.