O cenário político [VIDEO], econômico e social do Brasil não deve ter muitas alterações durante esse ano eleitoral. Em um período de véspera de eleição, normalmente, poucas medidas efetivas são tomadas, com receio de que não deem certo e acabem refletindo nas urnas. Essa baixa perspectiva também está atingindo as principais lideranças do Congresso Nacional. Segundo um levantamento do Congresso em Foco, os representantes de seus partidos não creem em muitas mudanças nos próximos 12 meses, principalmente no que diz respeito ao cenário político.

A expectativa dos principais líderes do Congresso é que o momento político pelos próximos 12 meses, apesar de uma eleição presidencial em outubro, não vai ser suficiente para tirar o País dessa instabilidade política.

36,5% dos parlamentares ouvidos pelo Congresso em Foco consideram que a crise estará tão grave como a atual em março de 2019, mesmo com um novo presidente, renovação na Câmara e no Senado. Apenas 19,2% acredita que o cenário político estará melhor daqui 12 meses, passada a eleição. A maioria, 40,4% dos entrevistados, aposta que o clima político estará pior ainda, se comparado com março de 2018.

O Painel do Poder, levantamento criado pelo Congresso em Foco, ouviu 52 parlamentares, entre deputados e senadores, sobre 15 cenários e os seus futuros nos próximos 12 meses.

Análise das lideranças

O otimismo das lideranças do Congresso se destaca principalmente na área econômica. Segundo 48,1% dos entrevistados, o cenário irá melhorar nos próximos 12 meses. 13,5% acha que a economia irá piorar ainda mais.

Já 34,6% acredita que ficará estabilizada. Outro ponto que também tem a confiança dos congressistas é o aumento da criação de emprego e renda. 46,2% acha que os próximos 12 meses serão melhores nesse quesito. Outros 13,5% não veem dessa forma e acreditam que o cenário irá piorar. 38,5% acha que o desemprego e a renda da população ficarão nos mesmos termos atuais.

As áreas que devem piorar na opinião dos congressistas, além da instabilidade política, que lidera com certa folga, são o combate à corrupção e os Direitos Humanos. 38,5% dos entrevistados creem que o combate à corrupção irá diminuir no decorrer desse ano. Já 48,1% pensa que permanecerá da mesma maneira. Enquanto 11,5% acredita que irá melhorar até março de 2019. Já quando se trata sobre Direitos Humanos, 32,7% acha que a situação irá piorar. 55,8% aposta que tudo ficará igual. E 9,6%, a pior marca entre os 15 quesitos avaliados, acha que melhorará.

Opinião

A senadora Kátia Abreu (sem partido-TO), que foi expulsa do MDB por fazer constantes críticas ao governo Temer [VIDEO], foi uma dar parlamentares ouvidas e disse considerar o cenário político dos próximos meses como "desesperador".

A senadora ainda completou dizendo que não vê nenhuma perspectiva de melhora. Em sua opinião, ainda tende a piorar. Abreu não poupou críticas a Michel Temer e disse que ele é o grande responsável pela crise.

Já o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) é um dos que está otimista com o futuro político do País. Para ele, "o pior já passou". O parlamentar do Democratas acredita que a pauta no Congresso será tocada esse ano, mas que terá uma certa dificuldade por conta da eleição. Avelino ainda acredita que os congressistas que serão eleitos e assumirão em 2019 estarão mais conscientes da necessidade de reformas.

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) se definiu como realista. Ele disse não ser possível opinar sobre o cenário futuro do Brasil. O que deve ser feito é estar preparado para o que quer que venha. "É muita arrogância tentarmos definir a sucessão dos fatos", completou.