Um dos mais próximos políticos do presidente da República, Michel Temer, deu mostras de grande insatisfação para com alguns dos ministros membros integrantes da mais alta Corte de Justiça do país; o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO]. Trata-se do deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), amigo pessoal do mandatário do país.

O recente episódio em que o ministro da Suprema Corte brasileira, Luís Roberto Barroso, determinou que fossem quebrados os sigilos bancários do presidente Michel Temer e de pessoas próximas a ele, acabou servindo para levantar muita "polêmica" e repercutiu de modo extremamente negativo no Palácio do Planalto.

O ministro Carlos Marun responde pela Secretaria de Governo da Presidência da República. Ele literalmente subiu o tom de críticas dirigidas a alguns ministros que fazem parte do colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos principais "alvos" de Marun, é o ministro Luís Roberto Barroso.

Recomendação pelo impeachment

O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo do Palácio do Planalto, se expressou enfaticamente a um grupo de deputados federais, por meio de mensagem direcionada a um grupo de contatos do WhatsApp. Nesta terça-feira (13), a mensagem encaminhada por Carlos Marun, sugeria, de modo contundente, que fosse aberta a possibilidade para que ocorresse processo de impeachment a ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida foi defendida pelo ministro Marun, após a decisão do ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso, em solicitar a quebra dos sigilos bancários do presidente Temer.

O magistrado da Suprema Corte foi ainda mais longe ao determinar que fosse alterado o decreto de indulto natalino que havia sido editado no final do ano de 2017 pelo presidente Michel Temer.

Carlos Marun foi contundente ao relatar em seu grupo da rede social do WhatsApp, que "estariam diante de uma situação não prevista pelos constituintes, em se tratando de um juiz do Supremo Tribunal Federal que não se vê obrigado a respeitar a Constituição Federal, em relação à tomada de suas decisões e o que parece ser algo ainda pior, pelo fato desta atitude estabelecer jurisprudência no Poder Judiciário". O ministro de governo foi ainda mais longe, ao considerar que "estaria chegando a hora de se acionar o dispositivo de caráter constitucional que possibilitaria o impeachment de ministros da Suprema Corte brasileira", conforme a mensagem eletrônica.

Após ter conhecimento da repercussão do caso, com referência à mensagem eletrônica encaminhada a parlamentares, Marun se defendeu ao afirmar que enviou a mensagem para "saber do pensamento de seus colegas", a respeito do caso respectivo.