A jurista Janaina Pascoal, uma das principais autoras do impeachment sofrido pela presidente deposta Dilma Rousseff, usou as redes sociais para fazer um alerta para o povo brasileiro sobre a proibição de notícias falsas, as “fake news”, que se propagam na internet.

Segundo a jurista, ninguém pode definir o que é ou não é uma fake news e estão tentando tirar do povo o poder de denunciar os crimes cometidos por políticos corruptos.

Janaina postou em sua conta no Twitter, nesta última terça-feira (6), que “quantos políticos poderosos e corruptos já foram desmascarados pela mídia e alegam que estão sendo vitimas de fake news?”, Mas, as delações, as interceptações feitas pela Polícia Federal [VIDEO]e as ações controladas têm confirmado que os corruptos não estão sendo vítimas de notícias falsas, mas sim de verdades, pois é “através destas fake news que são reveladas as grandes verdades”.

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A jurista disse que não está generalizando, mas que existem muitas notícias verdadeiras a respeito de investigados pela Justiça.

A jurista postou outra frase reforçando o que disse na primeira postagem e justificou dizendo que as preocupações do governo com as notícias consideradas “fake news” deveriam ser minimizadas.

Este assunto teve inicio após um twite em que Janaina relembra que muitas fraudes foram descobertas e exposta através de notícias que até então eram tratadas por algumas pessoas como fake news.

A jurista começou saudando seus seguidores no Twitter, em seguida, perguntou quem poderia definir o que é fake news e continuou dizendo que muitas fraudes que hoje já foram provadas pela Justiça já foram tratadas no início como notícias falsas. Citou exemplos como o mensalão, petrolão e outros.

A jurista no final de sua postagem fez um alerta para seus seguidores dizendo: “retirarão das pessoas o poder de denunciar, pensem nisso”.

Gilmar Mendes bolou um plano para conter as fake news

O ministro Gilmar Mendes, ainda quando ocupava o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criou uma força-tarefa com medidas que pudessem conter a disseminação de notícias falsas nas Eleições de 2018.

Na época, foi formado e anunciado por Gilmar Mendes o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições. O grupo é formado por dez membros de diferentes órgãos públicos.

Ao grupo, foram atribuídas algumas tarefas iniciais, como, por exemplo, o desenvolvimento de pesquisas e alguns estudos sobre as regras eleitorais e também a influencia da internet nas eleições. O conselho formado por Mendes dará uma atenção especial para os riscos das fake news e o uso de ferramentas para a disseminação das notícias falsas.