Em prévias realizadas neste domingo (18), o PSDB definiu o seu pré-candidato ao governador de São Paulo. O resultado foi, simplesmente, avassalador. O percentual conquistado pelo prefeito de São Paulo, João Doria, superou todas as expectativas da cúpula tucana.

O prefeito João Doria conseguiu 79,62%, ou seja, 11.993 votos. Outros postulantes ao cargo tiveram as seguintes votações:

- Floriano Pesaro: 1101 votos ou 7,31% dos votos;

- Luiz Felipe D'ávilla: 993 votos ou 6,59% dos votos;

- José Anibal: 901 votos ou 5,98% dos votos;

Votos brancos e nulos somaram 0,51% ou 74 votos.

Quem assumirá a prefeitura da cidade de São Paulo será Bruno Covas, atual vice-prefeito de São Paulo, neto de Mário Covas.

O também postulante tucano para o governo de São Paulo e derrotado pelo voto, José Anibal, havia criticado o atual sistema de votação, alegando fraude nas votações para a pré-candidatura. Ele dizia que o sistema beneficiava o prefeito.

Doria foi enfático e respondeu às críticas de Anibal dizendo que a fraude estaria no coração dele. Segundo o prefeito, mais de 15 mil filiados ao PSDB foram às urnas para concretizar o resultado.

A contagem da votação teve seu início às 16h deste domingo e seu resultado anunciado antes mesmo das 20h.

Essa foi a primeira vez na história do PSDB que houve uma 'eleição' para se definir o candidato do partido ao governo de São Paulo. As votações foram realizadas em 126 locais diferentes, em 72 cidades.

Para a disputa do pleito, João Doria precisa renunciar à Prefeitura de São Paulo em até seis meses antes das eleições.

Ou seja, Doria terá menos de um mês de cargo à frente da Prefeitura antes de renunciar.

Como ficará a prefeitura de São Paulo com Bruno Covas

Doria afirma que haverá uma continuidade nos projetos que foram iniciados e que não haverá qualquer tipo de transição. Disse também que não sairá nenhum secretário e que também não haverá qualquer mudança de ritmo. Tudo seguirá da forma como estava sendo conduzido. Porém, deixou claro que quem quisesse sair, poderia fazê-lo sem qualquer problema.

Doria praticamente ratificou também a pré-candidatura de Geraldo Alckmin para as eleições presidenciais e afirmou que precisaria juntar 12 milhões de votos para ajudar na eleição do tucano.

Disse também que é necessário que o partido se una para que as candidaturas se consolidem de forma concreta e que iria sempre trabalhar para a unidade do partido PSDB como um todo.