Joaquim Barbosa foi até Brasília na última quinta-feira (29), com o intuito de finalizar as negociações para se afiliar no PSB (Partido Socialista Brasileiro). Barbosa, que é ex-ministro do supremo Tribunal Federal já tinha conversas com a cúpula responsável pelo partido desde novembro do ano passado, mas a afiliação só deve se confirmar nos próximos dias.

No início desse ano o PSB chegou a ficar pessimista quanto a entrada de Joaquim Barbosa no partido, e deu as conversas como encerradas, fazendo com que dois outros afiliados lançassem pré-candidatura a presidência, sendo eles Aldo Rabelo e Beto Albuquerque, ambos ex-deputados.

Enquanto as conversas com Barbosa estavam estagnadas outras possibilidades ainda foram estudadas pela cúpula do PSB, como um possível apoio a uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB - São Paulo). No Nordeste do país, integrantes do partido chegaram a cogitar uma aliança com o PT (Partido dos Trabalhadores).

O cenário do Partido Socialista Brasileiro muda totalmente com a possível entrada de Joaquim Barbosa, que segundo Júlio Delgado (MG) líder do PSB na câmara, há cerca de 90% de chances de o ex-ministro entrar para o partido, o que tornaria a sua candidatura inevitável.

O partido ainda não está com confiança para falar abertamente do assunto, e espera a oficialização da afiliação para se pronunciar publicamente, pois os responsáveis pelo partido ainda estão temerosos quanto a uma desistência de Joaquim Barbosa.

Contudo ele demonstrado pressa nas negociações nas últimas semanas, marcando reuniões com os principais líderes do partido, como os governadores Paulo câmara (Pernambuco) e Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), além do vice-governador do estado de São Paulo, Marcio França.

Joaquim Barbosa teria se animado em disputar as eleições presidenciais após perceber uma certa diminuição nas resistências internas em relação a sua candidatura. O ex-ministro enfrentava resistência de alguns caciques por conta da sua falta de experiencia na política, mesmo tendo um baixo índice de rejeição nas ruas, com apenas 14%, e tendo 5% das intenções de voto, segundo pesquisa feita pelo instituto Datafolha. Um fator determinante para que o nome de Joaquim Barbosa ganhasse força foi a decisão do Tucano João Doria (PSDB) em disputar o governo de São Paulo, fazendo com que Marcio França perdesse o apoio do PSDB na disputa pelo governo do estado. Com isso Marcio França ver com bons olhos a possibilidade de ter Alckmin e Barbosa como atrativos no maior colégio eleitoral do Brasil.