O general Walter Braga Netto, designado para comandar a intervenção federal no Rio de Janeiro marcou um encontro, nesta quinta-feira (08), com o juiz da Lava Jato [VIDEO]do Rio, Marcelo Bretas. Na conversa entre eles, será feito um pedido especial do general ao juiz.

Conforme informações do jornal O Globo, Braga quer que Bretas libere um dinheiro que foi recuperado da corrupção chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral e repasse para pagar o 13° dos agentes e para comprar carros novos para a polícia.

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O valor resgatado da corrupção pode ultrapassar R$ 100 milhões em espécie. Numa outra oportunidade, o dinheiro já havia sido utilizado para ajudar o Estado.

Em uma entrevista à Globo, nesta quarta (07), o general ressaltou que o intuito da intervenção não é apenas garantir segurança para as pessoas, mas também ajudar o Estado a cumprir com serviços essenciais para os moradores, como Educação e Saúde, por exemplo.

A tendência é que até o mês que vem a polícia consiga 200 novos veículos e três blindados sejam recuperados para a utilização do Exército.

Braga também afirmou que os agentes receberão mais armamento e ressaltou que toda essa operação é federal e não militar, portanto o papel das Forças Armadas é de colaboração.

Ameaças

O juiz Marcelo Bretas tem sido o responsável em levar adiante os casos gravíssimos de corrupção que envolvem o Rio de Janeiro, principalmente todo o esquema corrupto de Cabral e seus operadores.

Alvo de várias ameaças, Bretas chegou a pedir segurança para a Polícia Federal e o caso foi investigado.

As conclusões das investigações surpreenderam os agentes federais [VIDEO]. Foi descoberto que policiais civis do Estado estariam envolvidos nas ameaças ao juiz. Parte das informações é mantida em sigilo para que nada atrapalhe o trabalho dos investigadores.

Caso Eike

O magistrado negou um pedido da defesa do empresário Eike Batista para anular o processo em que seu cliente teria pago uma quantia milionária de propina para Sérgio Cabral. Os argumentos da defesa do empresário é que continha no processo documentos em inglês e que não estavam traduzidos.

Bretas foi contundente e explicou que esses documentos podem ser traduzidos após juntados aos autos do processo e que o juízo também pode ignorar a tradução caso perceber que não tem nada de relevante em relação às acusações.

Para Bretas, o pedido da defesa de Eike é algo desnecessário e apenas um "mero formalismo".