Os membros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], além de magistrados federais responsáveis pela condução da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira e uma das maiores já desencadeadas do mundo, como os juízes federais Marcelo Bretas e Sérgio Moro, tomaram decisão extremamente relevante, em relação a possível greve de juízes federais para esta quinta-feira (15).

Os magistrados que conduzem a força-tarefa da Lava Jato, tanto em Curitiba, quanto no Rio de Janeiro, decidiram não aderir à greve de magistrados. Vale ressaltar que a "Corte de Apelação" ou Tribunal de segunda instância, neste caso, o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), também não deve aderir à greve do Poder Judiciário [VIDEO].

Outro fator de alta relevância é que os três desembargadores federais que julgaram o processo de condenação do ex-presidente Lula, no TRF4, sediado em Porto Alegre; Leandro Paulsen, Victor Laus e João Pedro Gebran Neto, não irão aderir à greve desta quinta-feira.

Mobilização da Ajufe

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) se manifestou incisivamente em relação à convocação de magistrados federais para que possam aderir à greve desta quinta-feira. Segundo a Ajufe, a greve teria sido acatada por aproximadamente 81% dos mais de 1.300 magistrados de todo o País. O principal motivo apontado pela Associação dos Juízes Federais se deve a um manifesto apresentado contrário à possibilidade de revisão do auxílio-moradia para os magistrados federais de todo o País. Entretanto, vale salientar que o tema considerado muito complexo para o judiciário deverá ser analisado por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

A data para análise do respectivo caso pelo colegiado de ministros da Suprema Corte deverá ser para o próximo dia 22 de março.

De acordo com estimativas apresentadas pela Organização Não Governamental "Contas Abertas", desde meados do mês de setembro de 2014 até o mês de dezembro do ano de 2017, o auxílio-moradia teria custado cerca de R$ 5 bilhões aos cofres da União e dos estados brasileiros, ao se considerar que os benefícios são destinados a cerca de 30 mil pessoas , já que seriam aproximadamente 17 mil magistrados federais e 13 mil membros integrantes do Ministério Público Federal em todas as suas áreas de atuação. Com a forte possibilidade de greve, os serviços relacionados à Justiça Federal e da Justiça Trabalhista deverão atuar em um esquema de plantão.