A provável prisão do ex-presidente Lula e consequentemente a sua ausência na corrida presidencial em outubro criam uma imagem de enorme incerteza no meio político. Em uma última pesquisa que foi publicada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), mostram que a única certeza é que se Lula não disputar as eleições os votos brancos aumentariam significativamente, esse montante de votos brancos mais os indecisos, juntos representam 38,7% dos consultados nessa pesquisa.

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Por hora nem o ex-presidente nem seu partido abandonaram sua intenção de sair como candidato.

De acordo com o próprio PT, Lula permanecerá como candidato mesmo dentro da prisão, até o momento exato em que a justiça eleitoral decide se ele pode ou não ser candidato. Só então por em prática o seu plano alternativo para as eleições deste ano.

O Plano B

Rumores dentro do partido cogitam sobre essa possibilidade de Lula não poder participar da corrida presidencial, tanto que já foi mencionado como um possível substituto o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, figura de grande prestígio.

Mas também teriam sido citados os nomes do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.

Lula deu uma declaração que mesmo sendo recomendado para ele a busca de asilo político no exterior, por conta se a sua prisão vir a ser decretada, que pode ocorrer no inicio do mês de abril, o mesmo disse que não vai deixar o país.

Outra questões que também preocupam o Partido dos Trabalhadores seriam como coordenar suas ações no momento da prisão de ex-presidente, já o plano do juiz Sergio Moro que é responsável por ordenar a Polícia Federal para realizar essa operação é manter tudo sob controle e sigilo absoluto.

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Os movimentos sociais bem como o Partido dos Trabalhadores, estão se preparando para acompanhar o momento em que Lula será preso em sua casa em São Bernardo.

Claro que também discutem a estratégia para os dias após a prisão, se realmente vier a se concretizar. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse ainda que se o ex-presidente fosse à prisão teriam que ser investigados milhares de manifestantes.

Enquanto isso, no campo político-eleitoral várias dificuldades aparecem simultaneamente.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que aspira a se tornar presidenciável por seu partido DEM (Partido Democrata) A sua candidatura provavelmente será lançado nesta quinta (08) como homem de seu partido para a disputa nas eleições de outubro.

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